9 de janeiro de 2018 às 10h57min - Por Mário Flávio

Início de novembro, políticos do PSB se diziam preocupados com a hipótese de o governador Paulo Câmara não honrar o pagamento do 13º salário dos servidores públicos estaduais. Ou, honrando este, atrasar a folha de dezembro. Se estados muito mais ricos do que Pernambuco, como Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, diziam, chegaram literalmente ao fundo do poço, por que esse desequilíbrio fiscal não poderia chegar também a Pernambuco, que tem uma economia muito mais frágil? A preocupação era procedente. Mas, para sorte do Estado e felicidade geral dos pernambucanos, Pernambuco não quebrou. Com ajuda do leilão da folha em 2015 e os recursos da repatriação em 2016, o Estado manteve-se de pé, embora acumulando dívidas com prestadoras de serviços que empregam milhares de terceirizados. 2017 foi um ano menos turbulento porque nele teve início a recuperação da economia. Mas em que pese esta boa notícia fecharam o ano sem conseguir sequer honrar a folha um Estado do Sul (Rio Grande do Sul), um do Sudeste (Rio de Janeiro) e outro do Nordeste (Rio Grande do Norte). É por esse motivo que mesmo sendo obrigação de qualquer gestor pagar o salário dos seus servidores, em dia, o fato de ter evitado que Pernambuco sucumbisse diante da crise pode contar pontos em favor de Paulo Câmara nas próximas eleições.

Quebraram em 2017 um Estado do Sul (RS), um do Sudeste (RJ) e outro do Nordeste (RN)


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro