14 de dezembro de 2016 às 21h53min - Por Mário Flávio

O Conselho de Sentença condenou o réu José Maria Domingos Cavalcante pelo homicídio do promotor Thiago Faria Soares e absolveu o acusado pela tentativa de homicídio contra Mysheva Freire Ferrão Martins e Adautivo Elias Martins. A sentença foi dada nesta quarta-feira (14), em sessão plenária de Júri, realizada na Justiça Federal em Pernambuco (JFPE).

Cavalcante era o quarto acusado do assassinato do promotor. O quinto acusado, Antônio Cavalcanti (“Peba”), se encontra foragido. O acusado foi condenado a 19 anos de prisão em regime inicial fechado. Como ele já havia cumprido 2 anos e 11 dias, resta o cumprimento de 16 anos, 11 meses e 19 dias da pena.

Ao longo de três dias, entre 12 e 14/12, o Juízo da 36ª Vara presidiu o julgamento do acusado. Na segunda-feira (12), houve o sorteio dos sete jurados e a ouvida da vítima Mysheva Freire Ferrão Martins e das duas testemunhas arroladas pela acusação, o delegado da Polícia Federal Alexandre Alves e a tia da vítima Mysheva Freire, Cláudia Tenório.

Na terça-feira (13), foram ouvidas cinco testemunhas arroladas pela defesa e o perito criminal da Polícia Federal Carlos Eduardo Palhares Machado prestou esclarecimentos técnicos. Em seguida, o acusado foi interrogado.

No último dia do Júri, os membros da acusação e da defesa participaram dos debates, que culminou com a leitura da sentença pelo Juízo da 36ª Vara.

HISTÓRICO – De 24 a 28 de outubro deste ano, a JFPE realizou sessão do Tribunal do Júri que julgou o assassinato do promotor de justiça Thiago Faria Soares, morto em Itaíba no ano de 2013. Na madrugada do dia 28/10/2016, os sete jurados decidiram pela condenação dos réus José Maria Pedro Rosendo Barbosa a 50 anos e quatro meses de prisão em regime fechado e José Marisvaldo Vítor da Silva a 40 anos e oito meses de prisão em regime fechado.

Os condenados foram considerados culpados pelos crimes citados acima. O réu Adeildo Ferreira dos Santos foi considerado inocente pelo júri popular e por isso absolvido das acusações. José Maria Domingos Cavalcante também seria julgado nessas datas, no entanto, devido à ausência injustificada do seu advogado no primeiro dia da sessão, o Juízo da 36ª Vara Federal determinou o desmembramento do julgamento para Cavalcante.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro