30 de março de 2017 às 07h03min - Por Mário Flávio

Lula

Lula tem dito nos últimos meses que não existe hoje no Brasil “alma mais honesta” que a dele. Alude, claro, aos processos a que responde na Justiça por suposta corrupção passiva, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. “Nem Moro, nem Dallagnol, nem a PF, tem mais honestidade do que eu tenho”, bradou o ex-presidente.

Juízo de valor à parte, Lula confunde conceito com reputação. Conceito é como ele se vê (acima de qualquer suspeita) e reputação é como a sociedade o encara. Não basta ao ex-presidente bater no peito e dizer que é honesto. É preciso saber também se a sociedade o vê dessa forma. Do contrário, a honestidade passa a ser matéria para consumo próprio.

Em seu favor, no entanto, lembre-se o caso do ex-ministro dos transportes, Mário Andreazza, assíduo frequentador das reuniões da Sudene durante o regime militar. Ele chegou a ser acusado de ter ligações não republicanas com empreiteiras mas quando morreu, em 1998, os amigos precisaram cotizar-se para bancar as despesas do seu funeral.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro