5 de dezembro de 2013 às 13h25min - Por Mário Flávio

Por Paulo Naílson

“UM HOMEM FEITO DE FERRO E FLOR”. Foi Ferreira Gullar quem o definiu assim. Florestan Fernandes declarou pós sua morte: “Eis aí a figura enorme desse homem que morreu sem receber os tributos que merecia”. Anita Leocádia Prestes o via como: “pessoa encantadora, muito gentil com todos, em especial com as crianças”. Para seus algozes: um bandido perigosíssimo. Mas se perguntássemos quem foi Gregório Lourenço Bezerra a ele próprio, como se definiria?

Esta resposta poderemos encontrar nas páginas do livro “Memórias de Gregório Bezerra”, que foi escrito pelo já citado no início Ferreira Gullar, e narrado pelo próprio Gregório. A primeira edição do livro foi lançada há mais de 30 anos, em dois volumes. Depois, a autobiografia foi reeditada pela Boitempo Editorial, com de fotos e textos inéditos, e em um único volume.

Pois bem, caruaruenses terão oportunidade de ter também o lançamento deste livro no dia 12 de dezembro, na Academia Caruaruense de Letras. O livro foi elaborado com sob supervisão do único filho vivo de Gregório, Jurandir Bezerra, que mora em Gravatá (PE), da historiadora Anita Prestes, filha de Olga Benário e Luiz Carlos Prestes, do próprio Ferreira Gullar e do ex-vereador recifense Roberto Arrais, este último será o palestrante no evento.

Há também depoimentos do arquiteto Oscar Niemeyer, do cartunista Ziraldo, da advogada Mércia Albuquerque e do governador de Pernambuco Eduardo Campos. Recentemente Gregório teve toda sua história também contada durante sete edições (uma semana) do Diário de Pernambuco num especial denominado MEMÓRIA POLÍTICA.

Para Berthold Brecht “um povo que não tem memória, já morreu ou está morrendo”. Com este pensamento todos estão convidados a participar de mais este momento onde certamente encontraremos quem viveu este passado histórico e também os jovens fazedores da história atual. Em dias tão confusos para muitos, onde encontramos tantos com a “doença infantil do comunismo” quem dera tivéssemos mais gente com o caráter de Gregório capaz de afirmar: “Nunca tive temperamento para cuvar-me”.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro