12 de janeiro de 2012 às 20h00min - Por Mário Flávio

Com informações da Agência Senado

O líder do PMDB na Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (RN), parabenizou a humildade e a clareza de Fernando Bezerra ao prestar esclarecimentos ao Congresso sobre a condução do Ministério da Integração Nacional. Ele defendeu o ministro da acusação de nepotismo pela nomeação de seu irmão, Clementino Coelho, para a presidência da Codevasf.

Segundo o deputado, Bezerra tentava tirar o irmão do cargo desde que assumiu o Ministério da Integração Nacional, no início do governo Dilma. Ele relatou que, em junho de 2011, o ministro teria dito sobre seu irmão: “Quero tirá-lo, o estatuto não permite e eu não consigo”. Clementino Coelho era diretor da Codevasf e foi nomeado presidente com a vacância do cargo.

Henrique Eduardo Alves assinalou a “ética e compromisso com o correto na vida pública” de Fernando Bezerra e atestou a veracidade do depoimento do ministro quanto à proporcionalidade no atendimento às emendas individuais. “Faço questão de declarar aqui que me incomoda, e muito, quando ouço e leio sobre “fogo amigo do PMDB”. Absolutamente. Quero testemunhar e declarar que Vossa Excelência honra o ministério que ocupa”, acrescentou.

Reiterando o apoio de seu partido ao ministro Fernando Bezerra, o líder do PT, deputado Paulo Teixeira (SP), atribuiu às mudanças climáticas a sequência de desastres que o Brasil tem enfrentado e acusou a oposição de “deslocamento” da realidade ao não reconhecer a eficiência das medidas de prevenção do governo federal. O deputado também afirmou que os estados mais atingidos foram os que mais receberam recursos. Segundo ele, Pernambuco não pode ser excluído por ser o estado de origem do ministro.

Em resposta, Fernando Bezerra afirmou esperar que em 2012 seja possível alcançar resultados ainda melhores, mas lembrou que o esforço depende de muitos anos de trabalho. O ministro defendeu a formação de técnicos especializados e a realização de um programa nas escolas para o enfrentamento de desastres naturais.

A líder do PSB na Câmara dos Deputados, Sandra Rosado (RN), defendeu o ministro e disse que não houve irregularidades na distribuição de recursos do Ministério da Integração. Ela elogiou o fato de Bezerra ter comparecido espontaneamente ao Congresso Nacional.

O deputado Hugo Leal (PSC-RJ) lembrou a passagem de um ano da tragédia na região serrada do Rio de Janeiro. Ele criticou a insinuação de que a responsabilidade pelos desastres seria exclusiva de um ministério ou de um governo.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro