13 de janeiro de 2012 às 01h48min - Por Mário Flávio

O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, prestou esclarecimentos a Comissão mista da Câmara e Senado. Em mais de quatro horas, FBC usou a palavra, recebeu poucas críticas da oposição e foi aclamado pela maioria dos deputados e senadores, que usaram da palavra. O ministro afirmou a Comissão Representativa do Congresso, que a liberação de verbas para Pernambuco, seguiu critérios técnicos. O que mais impressionou foi o apoio dos deputados e senadores pernambucanos, que além do púlpito usaram as redes sociais para sair em defesa do pernambucano.

O senador Armando Monteiro (PTB) sempre esteve ao lado de FBC. Quando usou a tribuna ele disse: “Essas acusações não se sustentam. Não encontro nelas nada que o desabone. Vá em frente, ministro. Lá na nossa terra tem uma expressão que diz ‘ninguém é bom ou ruim de repente’. Sua trajetória o credencia”, pontuou o petebista. O discurso de Armando mostra o quando a bancada se articulou e diferente de outros ministros, que foram demitidos pela presidenta Dilma, Fernando Bezerra Coelho foi prestigiado e recebeu apoio.

Outra questão a ser levada em conta diz repeito ao pouco debate político. Houve muita miudeza no debate, a oposição sem ter muito o que dizer, repetiu as mesmas perguntas feitas pelos jornalistas e foi redundante ao que o ministro já tinha abordado. A presença de FBC no Congresso deve encerrar a celeuma que se tornou esse debate sobre o privilégio de Pernambuco, quando em nehum momento foi questionado algum ato corrupto. A bancada pernambucana foi corporativista, não por dever favores a FBC ou por ele ser aliado, mas pelo ministro ter liberado verbas para cidades que foram destruídas e tinham a necessidade de receber obras.

BANCADAS – O apoio ao ministro veio de todas as partes e bancadas. Estavam lá representantes de quase todos os partidos da base governista: PT, PMDB, PCdoB, PR, PTB, PSB, PDT e PP. A maioria usou a Tribuna e elogiou a conduta de Fernando Bezerra Coelho a frente da Pasta da Integração Nacional.

ANIMADOS – Os deputados e senadores da bancada de Pernambuco voltaram animados de Brasília. Para eles, o assunto está superado e agora, Fernando Bezerra Coelho deve ter alguns dias de paz. Essa foto mostra a descontração de parte da bancada, que voltou da Capital Federal no mesmo voo.

 

 

 

 

 

 

 

SEM DISCURSO – Por mais que se esforce a oposição segue perdida, quanto as denúncias. Hoje, as perguntas foram redundantes e o clima após o debate foi todo favorável a Fernando Bezerra Coelho. Os deputados e senadores da oposição, que usaram o microfone, perderam a oportunidade de elevar o nível do debate.

PROJETOS – Quatro Projetos serão enviados pelo prefeito Zé Queiroz para que sejam votados na próxima semana. A Câmara irá realizar uma sessão extraordinária. Entreos projetos o reajuste do salário mínimo  e outra que cria um Conselho Tutelar para a zona rural de Caruaru.

CRÍTICAS – A oposição já chia com a criação do Conselho e diz que a ação é política. A base governista defende a criação do Conselho e diz que é necessário, devido a falta de assistência na zona rural. Os Projetos irão ser analisados pela Comissão de Legislação e Redação de Leis, mas devem ser aprovados.

CENTRAL – A doação de 100 mil reais para o Central só pode ser feita por meio de um Projeto de Lei. O prefeito deve fazer o mesmo e enviar para a Câmara. Na redação do mesmo, o time patativa deve apresentar algum benefício imediato para a população. Como o prefeito Zé Queiroz não se pronunciou, a prefeitura na deu nem bola sobre esse assunto.

TERRENO DA CÂMARA – Segue a polêmica sobre a compra do terreno para a Câmara de Caruaru. A TV Jornal exibiu uma reportagem sobre o tema e Câmara e prefeitura não se entendem sobre o tema. De um lado, a prefeitura diz que a Câmara não enviou laudo e por isso, o depósito não foi feito para a compra do terreno. Do outro, a Câmara diz que não tem a obrogação de emitir laudo algum.

A QUESTÃO É POLÍTICA – A emissora trouxe a opinião do advogado Francisco Júnior. Especialista em direito administrativo, o jurista disse que o decreto assinado pelo prefeito Zé Queiroz não necessita de laudo. Para ele, a compra do terreno não aconteceu por causa de questões políticas, devido ao péssimo reclacionamento entre os dois poderes. Nesta sexta, você vai assistir a reportagem aqui no blog.

 

 

 

 


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro