11 de setembro de 2017 às 07h06min - Por Mário Flávio

PF

Do G1

Agentes da Polícia Federal e do Ministério Público Federal estão nas ruas no Rio de Janeiro, na manhã desta segunda-feira (11), para cumprir mandado de busca e apreensão na casa do ex-procurador Marcelo Miller, na Lagoa, Zona Sul da cidade. Um carro da PF e outro do MPF chegaram ao local por volta das 6h.

Em São Paulo, cinco a sete equipes deixaram a sede da Polícia Federal ainda na madrugada para cumprir mandados relacionados à prisão de Joesley Batista e Ricardo Saud. Uma equipe da PF está na casa do Joesley Batista, no Jardim Europa, em São Paulo. A procuradora da República Janice Ascari, que trabalha diretamente com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, participa da operação.

A defesa de Joesley e Saud considera a prisão desnecessária, alegando que eles “cumpriram rigorosamente tudo o que lhes era imposto” desde a assinatura da delação.

Presos devem ser transferidos nesta segunda
Joesley e Ricardo Saud passaram a noite na superintendência da PF em São Paulo e devem ser transferidos para Brasília nesta segunda. Houve impasse sobre a realização do exame de corpo de delito neste domingo (10). Os advogados dos executivos pediram para os dois não realizarem os exames no Instituto Médico Legal Central de São Paulo para não expor a intimidade de seus clientes. Diante do impasse, Fachin autorizou a realização dos exames em Brasília.

Neste fim de semana, um pedido de prisão contra o ex-procurador Marcelo Miller foi negado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin. O nome de Marcelo Miller aparece em áudios das conversas entre o empresário Joesley Batista e Ricardo Saud da JBS. Ambos se entregaram neste domingo (10) depois que tiveram a prisão temporária decretada.

A prisão foi um pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que alegou que havia indícios de má fé dos delatores, que não contaram no processo de acordo de delação premiada que foram orientados por Miller a filtrar informações e a ajustar depoimentos nesse acordo de delação premiada.

O ministro do STF decretou a prisão temporária de Joesley e de Saud, mas negou o pedido de prisão da Procuradoria da República contra o ex-procurador Marcelo Miller. Fachin também suspendeu parcialmente os benefícios das delações de ambos, ressaltando que é necessário que se busque novas medidas e provas sobre os indícios de crimes atribuídos ao ex-procurador.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro