30 de junho de 2012 às 22h11min - Por Mário Flávio

Johnny Edilson compareceu à convenção de Miriam e o PTC foi anunciado na chapa de oposiçã

O presidente do PTC de Caruaru, Johnny Edilson, surpreendeu a base do governo municipal quando decidiu de última hora fechar apoio à frente de oposição em Caruaru. O problema é que o prefeito e candidato à reeleição Zé Queiroz (PDT) nem estava sabendo disso e o PTC foi, na verdade, anunciado como integrante da Frente Popular em Caruaru, durante a convenção municipal da situação, realizada entre a manhã e a tarde deste sábado (30).

Na verdade, pouco depois do anúncio, o deputado federal Wolney Queiroz (PDT) afirmou que havia conversado com o presidente estadual do PTC, Eriberto Medeiros, e este havia informado que anularia a decisão do apoio a Miriam Lacerda. Johnny Edilson, no entanto, disse que sentiu que o PTC poderia perder espaço na Frente Popular e afirmou que passou a semana conversando com Eriberto, o qual teria lhe aconselhado a tentar se reunir com Zé Queiroz para esclarecer se o partido sairia ou não com candidatos a vereador. O problema é que Edilson ressaltou que o prefeito não atendeu seus telefonemas.

Segundo Edilson, ele tentou entrar em contato com Queiroz principalmente na quinta (28) e na sexta (29), mas os assessores do prefeito informaram que ele não podia atendê-lo. Juntou-se então o medo de não conseguir se lançar candidato a vereador com o convite que o vice de Miriam, Diogo Cantarelli, fez a Edilson para dialogar sobre o apoio do PTC à oposição. “Nós imaginamos nos lançar com uma via alternativa, mas isso não foi possível, no entanto acredito que a composição de Miriam com Diogo é a melhor opção. Conversei também com Tony Gel e ele disse que não iria realmente aceitar mais nenhum partido, mas que iria abrir uma exceção para o PTC, por ser um convite especial de Diogo”, explicou Johnny Edilson.

Para o presidente do PTC, isso foi uma falha da base do governo. “Eu considero que foi uma falha da Frente Popular, em não saber escutar.Escutam-se algumas pessoas e outras, não. Acredito que isso seja o peso da balança no sentido de ‘esse aqui eu considero e posso atender, e esses aqui não’ e isso me desmotivou, como vamos ficar em um grupo em que há vários partidos, mas no qual uns podem ser beneficiados e outros não?”, criticou.

Johnny Edilson ainda se desculpou com os presidentes municipais do PTdoB e do PRP, Fagner Fernandes e Dyego Stevenson, respectivamente, pois o PTC se lançaria na proporcional com os dois partidos. Segundo Edilson, os dois não têm relação com a insatisfação do partido. “Eu faço questão de ressaltar que me desculpo com Fagner e Dyego, eles não tem nada a ver com isso, a culpa é do prefeito ou dos seus assessores.

 


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro