O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) reagiu, na noite desta quinta-feira (27), à publicação feita pela governadora Raquel Lyra (PSD) envolvendo Amisadai Andrade da Silva, ex-servidor do Governo do Estado citado nas denúncias sobre um suposto “gabinete do ódio”.
Mais cedo, Raquel publicou nas redes sociais um vídeo antigo em que João aparece cumprimentando Amisadai pelo nascimento da filha. Na postagem, a governadora escreveu “mentira tem perna curta” e utilizou o registro para questionar a versão apresentada pelo adversário. O vídeo havia sido publicado originalmente em 2022.
Na resposta, João afirmou que Amisadai nunca foi seu amigo nem integrou sua equipe. “O homem apontado pela imprensa como suposto chefe do Gabinete do Ódio do Governo de PE nunca foi meu amigo e nunca trabalhou em minha equipe. Já a candidata que me ataca não pode dizer o mesmo”, escreveu.
O socialista também elevou o tom contra a governadora ao afirmar que quem precisa prestar esclarecimentos à Justiça sobre o suposto uso de recursos públicos para atacar reputações não deveria, segundo ele, utilizar as redes sociais para “espalhar mentiras”.
A troca de acusações ocorre após a Frente Popular, coligação de João Campos, anunciar nesta quinta-feira uma série de medidas judiciais e administrativas relacionadas às denúncias. A principal delas é uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) no Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE).
Amisadai, servidor da Caixa Econômica Federal que estava cedido ao Governo de Pernambuco, foi exonerado depois da divulgação de reportagem da TV Record. A matéria apresentou gravações nas quais ele fala sobre uma suposta rede de perfis utilizada para atacar adversários políticos. O Governo do Estado e Raquel Lyra negam envolvimento em qualquer esquema irregular.
Ao finalizar a resposta, João afirmou que pretende manter o discurso de uma campanha sem ataques. “Da minha parte, seguirei fazendo uma campanha limpa, à altura do que espera o povo pernambucano”, escreveu.

