João Campos defende fortalecimento do setor sucroenergético em sabatina no Sindaçúcar

Mário Flávio - 09.09.2026 às 18:24h

O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) participou, nesta quarta-feira (9), de sabatina promovida pelo Sindaçúcar-PE, no Recife. Ao lado do candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos), ele ouviu representantes do setor sucroenergético e apresentou propostas voltadas à infraestrutura, inovação, qualificação profissional e competitividade tributária.

O encontro foi mediado pelo presidente do Sindaçúcar-PE e da Associação de Produtores de Açúcar, Etanol e Bioenergia, Renato Augusto Pontes Cunha, que apresentou demandas e desafios da cadeia produtiva no Estado.

Ao tratar da reforma tributária, João defendeu que Pernambuco formule uma estratégia própria para atrair investimentos durante o período de transição do novo modelo. Segundo o candidato, com a redução progressiva dos incentivos fiscais, fatores como logística, energia, infraestrutura e formação de mão de obra terão peso maior nas decisões empresariais.

“Pernambuco precisa se colocar de forma ativa nesse período e ter a capacidade de enxergar na frente dos outros. A Reforma Tributária tem pontos bons e desafios, mas o que vai fazer a diferença é se a gente for melhor do que os nossos concorrentes”, afirmou.

João disse que pretende criar uma secretaria executiva específica para acompanhar a implantação da reforma tributária, articulando o Governo do Estado, setores produtivos e os mecanismos de compensação previstos nas novas regras.

Na área de infraestrutura, o candidato citou como prioridades a conclusão da Ferrovia Transnordestina até o Porto de Suape, a integração da Mata Sul ao complexo portuário e melhorias na malha rodoviária. Para ele, os investimentos devem conectar cadeias produtivas e reduzir custos logísticos.

O candidato também mencionou a situação do Polo Gesseiro do Araripe, que enfrenta custos elevados para transportar a produção a outras regiões do país. João defendeu uma articulação com o Governo Federal para discutir alternativas regulatórias que ampliem a competitividade de materiais produzidos no Nordeste.

Com presença em cerca de 60 municípios e aproximadamente 70 mil empregos, a cadeia sucroenergética foi apontada por João como eixo importante para um novo ciclo de desenvolvimento da Zona da Mata. Ele defendeu que a diversificação econômica da região ocorra de forma complementar às atividades já existentes.

“A gente precisa que as pessoas participem desse processo, abrindo novas oportunidades. Não é uma conversão, é uma coexistência. O Estado tem que ser o indutor dessa solução estrutural”, disse.

João também citou investimentos em mecanização, pesquisa, inovação e qualificação profissional como medidas necessárias para ampliar a produtividade e preparar trabalhadores para novas demandas da economia.