9 de setembro de 2013 às 18h05min - Por Mário Flávio

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O comitê será coordenado pela diretoria de Gestão de Fundos e Incentivos da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e contará com a participação de outros ministérios ligados ao setor, representantes industriais, produtores de cana-de-açúcar, trabalhadores e dos bancos federais responsáveis pelo financiamento do setor. Na ocasião, Bezerra Coelho destacou a importância social desse segmento econômico ligado à tradição industrial nordestina e estabeleceu o prazo de seis meses para obter elementos que subsidiem a formulação de políticas públicas para o
setor. “Queremos apontar um novo caminho e um novo momento para a indústria sucroenergética do Nordeste”, disse.

Em seu discurso na abertura do evento, o ministro ofereceu detalhes da
estratégia que pretende orientar o trabalho do grupo. “Primeiro, queremos
um diagnóstico setorial e territorial, capaz de estabelecer um novo patamar
para a atividade na área”, afirmou. O comitê também deverá definir um plano
de reestruturação produtiva e gerencial das empresas e seu saneamento
financeiro.

“Nós não vamos ter receio de falar disso. Os empreendimentos do setor
precisam dispor de um mecanismo de saneamento financeiro, com recursos do FNE e do FDNE”, analisou Bezerra Coelho. Com empresas saneadas, haveria suporte para a renegociação de dívidas bancárias e previdenciárias.

Além das medidas reestruturantes – com possível abertura do capital das
antigas empresas, elaboração de planos de investimentos e outros mecanismos capazes de modificar o panorama dessas empresas -, o ministro anunciou que o Banco do Brasil possui linhas de crédito, em caráter emergencial, para a
concessão de novos financiamentos a indústrias da região. Os novos recursos
seriam utilizados para que as empresas cumpram compromissos e deem início a nova safra que se aproxima.

O setor sucro alcoleiro no Nordeste – que encontra nos estados de Alagoas e
Pernambuco seus maiores produtores – é responsável pelo emprego de 300 mil
pessoas e a mobilização de 25 mil produtores de cana-de-açúcar, que
fornecem para 77 unidades industriais. A crise vivida pelas indústrias
produtoras de etanol e açúcar, com a grande variação nos preços
internacionais das commodities, provocou o fechamento de algumas empresas. Em pequenas cidades da Zona da Mata em Alagoas e Pernambuco, a desativação de uma usina tem repercussão em todas as atividades econômicas do entorno e na depreciação dos indicadores sociais.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro