6 de junho de 2013 às 17h25min - Por Mário Flávio

Adutora do Agreste

Da ASCOM

A Compesa iniciou na quarta (5) as primeiras ações do projeto da Adutora do Agreste, um dia após a assinatura da ordem de serviço em evento realizado ontem (4) em Pesqueira com a presença do governador Eduardo Campos e do ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho (PSB). As primeiras intervenções, que os engenheiros classificam como serviços preliminares, estão sendo realizados no povoado conhecido como Canela de Ema, localizado na divisa das cidades de Arcoverde e Pesqueira.

Os procedimentos iniciais de toda a obra consistem na limpeza da vegetação e checagem da topografia, entre outros, para receber as construções projetadas. É neste povoado onde a Compesa construirá um grande complexo de abastecimento de água, que inclui a construção da segunda maior estação de tratamento de água do Estado, com capacidade para tratar 4 mil litros de água por segundo; dois grandes reservatórios, sendo um deles com capacidade para armazenar 70 mil metros cúbicos de água; um grande sistema de bombeamento (estações elevatórias); além de uma estação de tratamento de efluentes, onde todo resíduo produzido receberá tratamento para o seu reaproveitamento no sistema. A expectativa é que as obras físicas sejam iniciadas em até 30 dias.

Segundo o presidente da Compesa, Roberto Tavares, esse conjunto de ações integra a primeira etapa do projeto da Adutora do Agreste, que vai contemplar 17 municípios, com investimentos de R$ 930 milhões. “Nesta fase, iremos implantar 118 km de tubulações de grande porte, de 1.200 mm de diâmetro, ao longo da BR 232, no que consideramos a espinha dorsal da adutora, que terá 1,3 mil quilômetros de extensão”, explicou Tavares. O prazo previsto para conclusão desta etapa é de 24 meses.

O dirigente da companhia adiantou que até o fim de junho será publicado o edital para contratação das obras da segunda etapa, que irá atender mais seis cidades. Somadas as duas etapas, serão 23 municípios atendidos, que absorverão um montante de R$ 1,375 bilhão. “Estamos em fase final de revisão de orçamento para fazermos a licitação o mais breve possível, já que os recursos já estão assegurados”, afirmou Tavares.

A Adutora do Agreste será o maior empreendimento hídrico da história da Compesa, com um investimento previsto de R$ 2,3 bilhões. Nesse valor está incluído o orçamento previsto de R$ 925 milhões para a terceira etapa, que irá contemplar mais 45 cidades. A expectativa do presidente Roberto Tavares é licitar essa etapa até o fim do ano, que é o prazo necessário para a assinatura do convênio para obtenção dos recursos do programa do governo federal, o PAC 3. Tanto a segunda como a terceira etapa terão suas ações finalizadas em 18 meses. “Porém, os benefícios da Adutora do Agreste serão sentidos já no próximo ano, quando implementaremos obras complementares para permitir a operação de trechos desse adutora antes mesmo da construção do Ramal do Agreste, um braço do projeto da Transposição do rio São Francisco”, complementou o presidente.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro