4 de setembro de 2018 às 07h33min - Por Mário Flávio

Em entrevista à radio Bandeirantes nesta segunda-feira (3), em São Paulo, Meirelles falou sobre vários temas, como programas sociais e reforma da Previdência. Ao ser perguntado se acabaria com o Bolsa Família, o candidato do MDB prometeu ampliar o programa social que garante às famílias de baixa renda acesso a serviços essenciais, como alimentação, saúde e educação.

“O Bolsa Família é muito importante, eu sempre apoiei o Bolsa Família, e a resposta é sim, vamos ampliar o Bolsa Família, eu acredito e já tenho dito várias vezes que o melhor programa social que existe é o emprego. Então, nós temos que criar emprego e é este o verdadeiro programa social, vamos criar dez milhões de empregos, já criamos dez milhões de empregos quando eu estava na presidência do Banco Central durante aqueles oito anos e agora vamos criar dez milhões em quatro”, prometeu.

Em outro trecho da entrevista, Meirelles foi perguntado se já teria em mente quem indicaria para comandar o ministério da Fazenda.

“Tenho várias alternativas, deixei no Ministério da Fazenda uma equipe competente, então não há dúvida de que este não será um problema, exatamente porque eu tenho não só um conhecimento grande dessa área, mas uma habilidade de trazer os melhores talentos possíveis, tenho certeza que o ministro da Fazenda será um integrante de um futuro ministério dos sonhos.”

Questionado sobre a reforma da Previdência, Meirelles explicou que é importante alterar as regras de aposentadoria para garantir que todos os brasileiros tenham direito ao benefício.

“Hoje a previdência é injusta, aqueles que ganham menos não conseguem completar 35 anos de contribuição com carteira assinada. Portanto, eles já se aposentam por idade, com 65 anos de idade, quem se aposenta mais jovem são os altos salários, portanto, no momento em que nós fizermos a reforma, a idade mínima passa a 55 nos primeiros anos e depois vai aumentando gradualmente. Em resumo, ela é socialmente mais justa, então são duas coisas: justiça social de um lado, e do outro lado garantir a todos que a previdência vai ter condições de pagar os seus compromissos no futuro.”


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro