7 de fevereiro de 2018 às 07h25min - Por Mário Flávio

Governo e Oposição expuseram pontos de vista diferentes sobre a posse de novos policiais e o esquema de segurança apresentado pela Secretaria de Defesa Social (SDS) para o Carnaval 2018. Na Reunião Plenária desta terça (6), o deputado Álvaro Porto (PSD) questionou os números divulgados pelo Poder Executivo em relação aos dois temas, mas seu discurso foi contestado, em seguida, pelo líder do Governo, Isaltino Nascimento (PSB).

Segundo Porto, o Governo do Estado “maquiou dados” ao anunciar uma expansão de 32% nos postos de trabalho de policiais militares, civis, científicos e bombeiros que irão atuar no Carnaval deste ano em relação a 2017. “No ano passado, havia 31 mil profissionais destacados e agora serão 27 mil. Como pode haver uma expansão com quatro mil pessoas a menos trabalhando?”, indagou o parlamentar.

Porto também avaliou que a posse de 1,2 mil policiais civis e científicos, nessa segunda (6), e de 1,5 mil PMs, em setembro de 2017, não resultou em aumento do número total de servidores de segurança pública no Estado. “Foram nomeados cerca de 2,5 mil policiais militares em 2016 e 2017, porém aproximadamente 2,7 mil se aposentaram nesse mesmo período”, exemplificou. O ponto foi reforçado, em aparte, por Priscila Krause (DEM): “Além das aposentadorias, muitos profissionais estão saindo da corporação para assumir outros empregos”, chamou atenção a deputada.

Segundo Álvaro Porto, essa saída de policiais decorre da ausência de estrutura oferecida e da pressão por resultados feita pelo Governo. “Essa falta de liderança de Paulo Câmara na área de segurança faz com que ele seja rejeitado por 63,5% dos pernambucanos”, comentou, citando dados de pesquisa de opinião divulgada no dia 26 de janeiro.

Os questionamentos foram respondidos, em seguida, pelo líder governista. Com relação ao Carnaval, Isaltino Nascimento explicou que haverá uma expansão do número de postos de trabalho na segurança, por meio de jornadas extras, mesmo com uma quantidade menor de profissionais. “O mesmo policial irá atuar em sua jornada normal e na extra, com o Governo, inclusive, pagando um alto custo para garantir as diárias desses servidores”, declarou o socialista.

Com relação a um possível déficit no efetivo provocado por aposentadorias, Nascimento ressaltou que os PMs que saem da corporação são de patentes diferentes dos que entraram. “Os que estão chegando são soldados, enquanto os que estão se aposentando são de outras patentes. A Oposição deveria deixar de usar dados falaciosos em seus discursos”, criticou.

O líder do Governo ressaltou que, com os novos policiais civis e militares, será possível descentralizar ainda mais a segurança pública. “Com a chegada dos profissionais da polícia científica, por exemplo, cidades como Ouricuri, Garanhuns e Palmares poderão contar com esse tipo de serviço”, enfatizou.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro