Governo de Pernambuco exonera servidor citado em denúncia sobre ataques a João Campos

Mário Flávio - 26.08.2026 às 12:52h

O Governo de Pernambuco exonerou, nesta quarta-feira (26), Amisadai Andrade da Silva do cargo comissionado de superintendente de Operações da Arena de Pernambuco, vinculada à Secretaria de Turismo e Lazer. A exoneração consta na Portaria nº 5003, publicada no Diário Oficial do Estado.

Amisadai foi citado em reportagem exibida pela Record na noite desta terça-feira (25), que apontou a existência de uma suposta rede de páginas e perfis nas redes sociais utilizada para promover ataques contra o candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB). A reportagem afirma que a Polícia Federal investiga uma empresa relacionada ao caso.

Em um vídeo apresentado pela emissora, Amisadai aparece relatando reuniões com integrantes do Governo do Estado e afirmando que o grupo do qual fazia parte teria sido apontado como um canal para tentar “desidratar” politicamente João Campos. A reportagem também relacionou páginas e perfis associados ao grupo a verbas de publicidade do Governo de Pernambuco.

Amisadai é funcionário da Caixa Econômica Federal e estava cedido ao Governo de Pernambuco. Em maio de 2025, foi nomeado superintendente de Operações da Arena de Pernambuco.

A Secretaria de Comunicação do Estado negou irregularidades na distribuição das verbas publicitárias. Segundo o Governo, a publicidade estadual é executada por agências contratadas por licitação, que elaboram os planos de mídia e selecionam os veículos com base em critérios técnicos, como audiência, alcance e custo. A gestão informou ainda que os valores destinados em 2026 ao veículo citado na reportagem representam cerca de 0,3% do investimento permitido ao Estado em publicidade no período.

A governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) confirmou a exoneração nesta quarta e rebateu as acusações. “A respeito do servidor referido na reportagem, tenho a dizer que ele está exonerado. Tenho notícia do que foi falado, mas acredito que não devemos nos contaminar com informações falsas, mas medidas cabíveis serão tomadas”, afirmou.

João Campos reagiu ao caso afirmando que denuncia há mais de um ano a existência de uma estrutura organizada para promover ataques contra ele, familiares e aliados. O socialista anunciou que sua equipe jurídica adotará medidas após a divulgação da reportagem. “Isso é criminoso, isso é absurdo, não vale tudo na política ou em uma eleição”, declarou.