28 de julho de 2017 às 07h08min - Por Mário Flávio

FBC

Advogados do senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) disseram nesta quinta-feira (27) que o conteúdo das delações premiadas de dirigentes da Odebrecht, OAS e Andrade Gutierrez contra ele é “absolutamente inverídico” e que sua inocência será provada na Justiça.

Com base nessas delações, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal a abertura de um novo inquérito para investigar a conduta do senador por suspeita de corrupção passiva e ocultação de patrimônio.

O senador já é investigado em outro inquérito por suspeita de recebimento de R$ 200 mil na campanha eleitoral de 2010. O dinheiro teria sido pago em duas parcelas, por meio do “Setor de Operações Estruturadas” da Odebrecht, conhecido como o departamento de propina da empreiteira.

No pedido encaminhado ao ministro Edson Fachin (STF), Janot cita a delação feita por Carlos Fernando do Vale Angeiras e João Carlos Lyra Pessoa de Mello Filho, que firmaram acordo de colaboração premiada com o Ministério Público Federal.

Segundo Janot, os dois delatores afirmaram que, durante a execução das obras do Cais V e do Píer Petroleiro no Porto de Suape, o senador Fernando Bezerra Coelho e o então governador de Pernambuco, Eduardo Campos, “foram beneficiados por propina paga pelas empreiteiras Odebrecht, OAS e Andrade Gutierrez”. Janot solicitou a tomada de novos depoimentos dos delatores e que o senador também seja ouvido para apresentar sua versão dos fatos.

Segundo o advogado André Luís Callegari, “o senador sempre trabalhou, única e exclusivamente, pelo desenvolvimento do país e do Estado de Pernambuco, e está à disposição para esclarecer quaisquer questões no devido momento processual”.

Afirma ainda que “todas as doações feitas à campanha dele cumpriram rigorosamente a legislação e todas as contas foram devidamente apresentadas e aprovadas pela Justiça Eleitoral”.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro