A convenção estadual do PSD, marcada para o próximo domingo (2), poderá ser palco de uma demonstração pública da estratégia política da governadora Raquel Lyra na disputa eleitoral deste ano. Apesar de a Federação União Progressista (PP e União Brasil) ainda não ter definido oficialmente seu posicionamento sobre a eleição majoritária, a expectativa é de que Raquel participe do evento ao lado dos nomes que defende para compor sua chapa.
Nos bastidores, a previsão é de que a governadora seja acompanhada pela vice na chapa, Priscila Krause, e pelo deputado federal Túlio Gadelha, confirmado como um dos candidatos ao Senado. Também existe a expectativa da presença do ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, apontado por Raquel como sua preferência para ocupar a segunda vaga ao Senado, mesmo com a direção da Federação União Progressista já tendo decidido pela indicação do deputado federal Eduardo da Fonte.
De acordo com informações obtidas por fontes ligadas às articulações políticas, está sendo preparado um ato simbólico antes da convenção. O roteiro prevê que Raquel Lyra saia a pé do Palácio do Campo das Princesas ao lado de Priscila Krause, encontrando Túlio Gadelha na Ponte Buarque de Macedo e, mais adiante, Miguel Coelho. O grupo seguiria reunido até o Parador, no Bairro do Recife, local escolhido para sediar a convenção do PSD.
Procurada, a equipe da governadora não confirmou nem negou a existência da programação. O silêncio reforça as especulações sobre a estratégia que vem sendo construída para o evento.
A movimentação ocorre em meio ao impasse entre o PSD e a Federação União Progressista. A federação só realizará sua convenção entre os dias 3 e 5 de agosto, quando deverá oficializar o apoio à candidatura de Raquel Lyra e definir quem será seu indicado ao Senado. A divergência sobre a composição da chapa também tem dificultado um entendimento sobre a redação das atas das convenções, realizadas em datas distintas.
Outro ponto que vem sendo discutido é a possibilidade de o nome de Miguel Coelho constar na ata da convenção do PSD como pré-candidato ao Senado. Caso isso aconteça, poderá ser criada uma situação política inédita, com a eventual existência de uma candidatura avulsa ou até de três nomes ligados ao mesmo grupo disputando as duas vagas ao Senado: Túlio Gadelha, Miguel Coelho e Eduardo da Fonte.
A hipótese já havia sido mencionada pela própria governadora durante reunião com prefeitos e parlamentares do PP, quando afirmou que um candidato ao governo pode apoiar mais de dois postulantes ao Senado, incluindo um nome avulso. A proposta, no entanto, não encontrou respaldo dentro do Progressistas.
