3 de abril de 2013 às 09h15min - Por Mário Flávio

Está marcada para esta quarta-feira (03) um ato político dos estudantes da Universidade de Pernambuco (UPE). Os acadêmicos solicitam melhorias em todos os campi e querem chamar atenção da sociedade para as condições das unidades da UPE em todo o Estado. Em Caruaru, por exemplo, os estudantes reivindicam um prédio próprio para o campus.

Na Capital do Agreste o ato será dividido em duas partes, uma pela manhã e outra a noite, já que muitos alunos são de fora da cidade. Além da criação do campus próprio, o estudante Rik Daniel, explicou outros motivos da paralisação. “A UPE tem 17 mil alunos e uma bolsa permanência que atende a 83 estudantes por semestre, o que dá pouco mais de 1% dos alunos por ano. E, só aqui nós temos mais de 100 alunos de fora, sendo que muitos não têm condições de pagar aluguel aqui, tendo que ir e voltar, o que já desgasta a pessoa”, disse.

A universitária, Melka Pinto, que é presidenta do DCE Prof. Paulo Freire, disse que a intenção é provocar um debate sobre a UPE em todo estado. “Parece difícil de acreditar, mas algumas coisas que deveriam ser fundamentais para garantir a qualidade da nossa formação não existem ou existem com muita precariedade, para materializar isso que estamos dizendo podemos dar exemplos como as instalações de saneamento no campus Santo Amaro, campus que agrega o Hospital Universitário Oswaldo Cruz – HUOC, unidade que serve de campo de estágio, pesquisa e extensão para os estudantes de saúde, além de prestar serviço à população pelo Sistema Único de Saúde – SUS; nos campi de Caruaru e Arcoverde não existe um prédio próprio, em Caruaru as aulas funcionam no Polo Comercial da cidade e em Arcoverde em uma escola da rede estadual e sem falar que agora em 2013 mais dois campi devem ser inaugurados nessa mesma situação; faltam livros e professores que atendam as demandas em diversas unidades de ensino”, disse.

A acadêmica destacou ainda a assistência estudantil. “Se melhores condições de infraestrutura são fundamentais, assistência estudantil é tanto quanto. Do que adianta abrir tantos cursos nas diversas regiões do estado se não é oferecido condições para que estudantes possam estudar dignamente? Defendemos ampliação de vagas, interiorização da UPE e tudo mais que oportunize que cada vez mais jovens ingresse no ensino superior, mas queremos QUALIDADE, queremos políticas de permanência pra todos nós como casas do estudante, restaurantes universitários, bolsa-atleta, bolsa-material, auxílio-transporte, nós temos direito e o dever de fazer essas reivindicações, afinal, que profissionais queremos ser?”, indagou Melka.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro