20 de novembro de 2012 às 08h25min - Por Mário Flávio

A relação entre Bosco e os servidores sempre foi de alta tensão. A imagem é de Paulo Roberto Filho

Na próxima quinta-feira (22) o Diário Oficial do Município vai ser publicado com várias alterações na estrutura da Destra. Segundo fontes palacianas, as mudanças devem mexer com a alta cúpula da Guarda Municipal de Caruaru. As mesmas fontes garantem que entre os que não devem mais fazer parte da direção da Guarda está o coronel Bosco, um dos principais pivôs da crise entre servidores e prefeitura, que resultou na greve de mais de 60 dias, considerada a maior em 2012 no Brasil. No ápice do movimento grevista, os servidores entoaram o “Fora Bosco”. O prefeito Zé Queiroz não atendeu o pedido de demissão do funcionário, mas logo após a greve, ele foi relocado para uma função administrativa na Autarquia.

Procurado pela equipe do blog, o presidente da Destra, Carlos Veras, não confirmou e nem descartou a saída de Bosco, mas garantiu que mudanças irão ocorrer. “Assim como em vários municípios de Pernambuco, estamos passando por ajustes para enxugar a máquina e estamos buscando um modelo de gestão enxuto e padronizado. Temos a proposta de algumas substituições, mas não posso adiantar os nomes antes da publicação do Diário Oficial”, disse.

Com a insistência da minha pergunta sobre a saída de nomes como Bosco e Sérgio Cardoso, Veras disse que o modelo de estrutura da Destra está sendo discutido e citou o exemplo do Engenheiro que passou no concurso e tinha funções parecidas com dos técnicos, o que as vezes gerava choque de opinião. “Em alguns casos tínhamos o conflito, principalmente pelo fato do laudo de engenharia ter que ser dado por um profissional habilitado no CREA. Com relação ao restante da máquina estamos tentando ajustar um modelo, mas ainda não fechei esse modelo em 100%, mas confirmo que há propostas de afastamento e da reengenharia em algumas funções na Destra”, pontuou.

Além de Coronel Bosco também devem deixar a Destra Sergio Cardoso e Mário Maranhão, todos com cargos de chefia na Autarquia. As demissões podem ainda atingir ao corpo administrativo.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro