6 de junho de 2018 às 07h50min - Por Mário Flávio

Por Inaldo Sampaio

O governador Paulo Câmara deu-se ao luxo de adiar para o próximo mês de julho a escolha dos outros nomes que irão compor sua chapa majoritária, que é quando o povo, efetivamente, começará a se interessar pelas eleições. Até lá vai tocando com a barriga, sustentado por uma ampla frente partidária que insiste a todo custo em permanecer na base governista.

Isso às vezes dá resultado porque a dois meses das eleições os partidos não têm mais poder de fogo para impor uma saída à sua maneira. É caso do PCdoB, MDB e PDT, que sugeriram nomes dos seus quadros para disputar uma vaga de senador. Essa estratégia, todavia, pode revelar-se também equivocada porque alguns desses partidos, sentindo-se desprestigiados, podem migrar para a oposição.

O governador, pelo menos até agora, tem ignorado as pré-candidaturas de Luciana Santos, André Ferreira e Eduardo da Fonte. Reservou uma vaga para Jarbas Vasconcelos e gasta todas as suas energias para garantir a segunda para Humberto Costa, caso se confirme a aliança do seu partido com o PT.

Porém, não é aconselhável ignorar o pleito de Eduardo da Fonte, que é o mais pragmático dos políticos pernambucanos. Ele comanda uma tropa formada por três deputados federais (os outros são Marinaldo Rosendo e Sebastião Oliveira) e 14 estaduais e, para romper com o governo, basta levar um chá de cadeira no Palácio do Campo das Princesas.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro