11 de abril de 2013 às 19h55min - Por Mário Flávio

Zé Queiroz

Em entrevista ao programa Conteúdo, na Caruaru FM, nesta quinta-feira (11), o prefeito de Caruaru, Zé Queiroz (PDT), fez uma avaliação sobre os primeiros 100 dias de governo municipal. Em paralelo, professores da rede municipal decidiram fazer um novo protesto nas ruas e justamente em frente à emissora. No entanto, Queiroz ressaltou que sua nova gestão trouxe avanços em diferentes infraestruturas e que não está desvalorizando os profissionais do setor, já que a atualização do Plano de Cargos e Carreiras solucionaria impasses referentes a gratificações da categoria e evitaria problemas para o erário público.

No contexto

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Confira a entrevista completa: 

“A mídia nacional inventou esses 100 dias e terminou colando, mas nesse período fizemos uma prestação de contas que tem um sentido especial. A primeira coisa que fizemos foi entregar uma escola de tempo integral no Cedro e uma próxima ao José Carlos Oliveira e ao Loteamento Demóstenes Veras. Essa escola de tempo integral é um modelo e é mais uma, pois ano passado entregamos uma na Cidade Jardim. Já em relação à outra escola, foi a concretização de um compromisso nosso para atender os moradores do loteamento Demóstenes Veras. Depois,  gente concluiu um convênio com o MEC e colocou em circulação mais 13 ônibus, completando uma frota de 21 veículos novos para atender a rede de ensino. Essas são ações que demonstram o compromisso de atender a população de Caruaru”, explicou o prefeito, enfatizando as ações na Educação.

No entanto, Queiroz também citou ações de qualificação profissional, de asfaltamento e de preocupação com a Zona Rural. “Temos no bairro Salgado um centro de qualificação, que prepara jovens para um mercado promissor, que é o mercado de confecções. A gente entregou ainda 14, ou 15 ruas asfaltadas no Centro, a mais simbólica delas, uma rua eixo, que é a dos Guararapes. A gente fez um encontro que nunca houve na cidade, que foi o encontro de líderes rurais para estabelecer uma forma de convivência como uma proposta de trabalho durante os próximos 4 anos com o MST e com o Sindicato dos Trabalhadores Rurais e, além disso, ainda tivemos a implantação do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural”, completou.

Na verdade, de acordo com o prefeito, apesar dos problemas iniciais que municípios de todo o Brasil enfrentam para angariar recursos, o município já teria conseguido um número significativo de ações. “Nós temos uma quarta administração exitosa, dinâmica, ampla, diante de um período em que prefeitos buscam recursos para tocar ações. Eu fui informado de uma entrevista em que o prefeito de Garanhuns, Izaías, teria dito que “não deu pra fazer” em 100 dias, mas nesse período podemos dizer: fizemos muito, muito mesmo. Continuamos outras obras que não entram nos 100 dias, porque vamos concluí-las, mas veja a importância da construção das UPAs, que estão com as obras atrasadas, a gente reconhece, mas são coisas naturais do processo de administração, mas que são muito importantes, se a gente considerar a soma com a sobras com as obras de Saúde do governo do estado”, salientou.

Já quando questionado sobre o primeiro conflito da nova administração, em que os professores da rede municipal não aceitam a atualização do Plano de Cargos e Carreiras, Queiroz voltou a defender a necessidade de reformas no PCC para evitar danos às contas do município. “Convivemos com greves fortíssimas em 2011, que duraram mais do que isso, eu sei conviver democraticamente com a greve e com o contraditório. Agora, em janeiro nós precisamos apressar essa reforma e não tem tempo de negociação de uma reforma dessa que tava para ser implantado o piso. Há uma discussão equivocada sobre o PCC. Eu pergunto, enquanto gestor, e tendo a Lei de Responsabilidade Fiscal, se a gente deveria continuar avalizando uma espiral salarial que inviabilizaria o CaruaruPrev e a folha da Prefeitura? Será que era consentâneo o administrador permitir isso? Depois, diálogo com trabalhador, a gente já sabe, ele não quer perder nada. Mas o professor de Caruaru não perdeu. Me citem uma única cidades que paga o piso a partir de 2.148 reais”, explicou. O prefeito disse ainda que os profissionais não devem temer as mudanças de incorporação de gratificações, e que eles estariam “reclamando de barriga cheia”.

Ainda na entrevista, que contou com a participação do analista Mário Benning e do jornalista Ricardo Perrier, entraram em pauta a busca por recursos, problemas do Aterro Sanitário, a Participação Social, além das recentes recomendações polêmicas sobre a Lei do Sossego na cidade. Outro ponto discutido foi referente ao fortalecimento da Frente Popular na Capital do Agreste para as eleições de 2014 e, ainda, sobre o que o prefeito considera de divergências pontuais que persistem entre ele, o vice-governador João Lyra (PDT) e a deputada estadual Raquel Lyra (PSB), que recentemente fez uma reunião prestação de contas com o prefeito.

 

 


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro