17 de dezembro de 2011 às 11h00min - Por Mário Flávio

 

O deputado federal Wolney Queiroz quebrou o silêncio. Ele falou ao blog e disse que não entende a postura dos vereadores considerados dissidentes. O pedetista evitou o choque com o vice-governador João Lyra Neto e espera pela união da Frente Popular, na eleição de 2012.

Como o senhor avalia os números da pesquisa divulgada pelo Palácio, que apontam aprovação ao governo de Zé Queiroz?

Tínhamos esses números. A divulgação na imprensa foi boa porque mostrou que a conversa da oposição era só balela, sem qualquer fundamento. Havia comentários sobre essas “pesquisas do Palácio” faz meses, com resultados absurdos. Agora, acabou o mistério: Governo aprovado. Na linguagem da economia, seguimos com “viés de alta”.

Mas a divulgação veio uma semana após as polêmicas declarações de João Lyra. O que o senhor diz sobre isso?

Acho que foi mera coincidência. Ou então o Palácio viu a polêmica e resolveu divulgar a realidade dos números que tinha em mãos.

Mas, por qual motivo Joao Lyra teria exposto essa situação? É o fogo amigo na Frente Popular?

O vice-governador Joao Lyra já disse categoricamente que quem apostar na desunião da Frente Popular de Caruaru vai “quebrar a cara”. Ele não seria o primeiro a contribuir com a separação ou com um “racha”. Acho que ele quis ajudar, mostrar que está querendo ficar mais próximo da gestão.

O deputado estadual, Tony Gel, disse que era melhor acreditar em ETs, que em boa avaliação do governo Queiroz. O que o senhor diz sobre essa declaração?

Você queria o quê? Que ele reconhecesse que estamos bem, que tudo que ele vinha falando era balela? Logo ele que falou tanto das “pesquisas do Palácio”. Não existem dois resultados de pesquisa. Toda pesquisa séria feita na mesma época, dará resultado semelhante. As dele tambem. Mas ele não vai dizer, né?! Deixa Tony e Miriam cuidando dos ETs, que nós seguiremos cuidando de Caruaru. Coisa que eles não fizeram. Não estou com tempo para picuínhas. Cheguei ao fim deste ano como um dos deputados mais influentes do Congresso, Presidente da CDC – Comissão de Defesa do Consumidor e vice-líder do meu partido, o PDT. Está sendo meu melhor ano na Câmara e ainda tenho muito a fazer. Enquanto os nossos problemas estão acabando, os problemas deles ainda nem começaram. Vamos pra frente…

Essa semana os vereadores dissidentes teceram críticas ao governo de Zé Queiroz. Como o senhor avalia a postura de Lícius e Rogério Meneses?

Lamento. Lamento porque são pessoas para as quais eu trabalhei e que também me ajudaram. Somos parte do mesmo projeto. Dissemos isso ao povo. Entre as promessas de campanha estava: “Quem vota em Zé Queiroz, vota nos vereadores que apóiam Zé Queiroz.” Todo dia isso era repetido. Todo dia e o povo votou.

Mas por qual motivo não existe o diálogo? De quem é a culpa?

Não sei a razão. Não sei se há uma razão específica. Não somos neófitos, inexperientes, e estamos onde sempre estivemos. A população nos conhece bem, com defeitos e virtudes, mas nos conhece, sabe quem somos, como agimos, nossas intenções e o amor e dedicação de Zé Queiroz a Caruaru. Logo logo seremos julgados: em sete de outubro de 2012. Nem antes, nem depois.

Mas diante do atual quadro,  todos podem estar juntos em 2012?

Recordo agora do primeiro governo Lula: terminou muito bem, foi reeleito, mas houve momentos em que alguns aliados se distanciaram. O povo brasileiro e o presidente Lula premiaram os leais. Entre eles o governador Eduardo Campos. Lembro do primeiro governo Eduardo/JoaoLyra: houve momentos críticos, greve na saúde, baixa aprovação, mas nós estávamos lá,  juntos, defendendo, apoiando.

O que signica para o senhor terminar o ano entre os deputados mais influentes do Congresso?

Ser destacado pelo DIAP como um dos mais influentes, significa fazer parte da elite do Congresso Nacional. Não é pouca coisa.

 


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro