3 de março de 2012 às 12h16min - Por Mário Flávio

O Jornal Vanguarda circula nesse sábado com uma entrevista com o prefeito Zé Queiroz (PDT). Na reportagem do jornalista Wagner Gil, o prefeito faz uma análise do quadro atual e diz que a Frente Popular vai ficar unida em 2012. Segue a entrevista na íntegra.

Jornal VANGUARDA – O ano de eleição praticamente começou após o carnaval. O senhor é mesmo o candidato da Frente Popular?
José Queiroz – Os nomes que irão para disputa majoritária não serão determinados, serão discutidos e debatidos pelos principais líderes da Frente Popular na cidade: o vice-governador João Lyra Neto, as deputas Raquel Lyra e Laura Gomes, além do suplente de senador Douglas Contra (PTB), dos presidentes de partidos e dos 12 vereadores da base. O governador Eduardo Campos e os senadores Humberto Costa (PT) e Armando Monteiro (PTB) também serão ouvidos.

JV – O senhor fala em união, mas parece que dois vereadores não vão subir no seu palanque: o presidente da Câmara, Lícius Cavalcanti (PCdoB), e o ex-presidente Rogério Meneses (PT). O senhor acha que ainda há tempo de reconquistá-los?
JQ – Sim, no momento certo vamos conversar com todos os presidentes de partidos e vereadores. Todos serão ouvidos.

JV – Uma pesquisa da Folha de Pernambuco apontou uma rejeição de 35% de seu governo. Qual sua avaliação em relação a esses números? A oposição diz que o senhor perdeu esse eleitor, já que sua eleição foi com pouco mais de 60% dos votos válidos.
JQ – Ela (Miriam) está na oposição, seu papel é esse mesmo, mas isso (rejeição) não me preocupa. Na pesquisa do Cipec (Governo do Estado), os números são outros. Dentro dessa análise (rejeição), Dilma foi eleita com 35% e eu com 27% de rejeição. Não quero estabelecer confrontos, porque não sei se ela será candidata. Nossas ações estão começando a chegar na população e isso vai fazer uma grande diferença até a eleição. Teremos cerca de 300 obras para inaugurar até maio.

JV – O senhor acredita então que essa será uma eleição de comparação de seus quatro anos com os oito do governo Tony Gel/Neguinho Teixeira?
JQ – Não acredito que eles terão coragem de comparar os oito anos deles com o governo que a Frente Popular está empregando em Caruaru. São ações em parceria com os governos Federal e Estadual que vão mudar a vida de Caruaru

JV – Mas a oposição diz que o senhor está se apropriando de obras de outras esferas do governo.
JQ – Então vamos recapitular a campanha eleitoral. Na cidade, a expectativa era grande devido aos oito anos de inoperância. Na campanha, falamos em ‘Caruaru mais forte do que nunca’, com a junção dos governos Lula, Eduardo Campos e Queiroz. O que mudou? Dilma no lugar de Lula, mas as parcerias continuam e um exemplo disso é o Pacto pela Saúde, o maior investimento na área em todos os tempos. O Pacto está possibilitando a construção do Hospital Mestre Vitalino, a UPA Especialidades, a Clínica da Mulher, a adequação das policlínicas do Vassoural e Salgado, em UPA; a reforma do Regional, entre outros. São ações em parceria.

JV – Mas essa rejeição (35%) apontada pela Folha não seria o pessoal esperando um ritmo de trabalho e ações de seus mandatos anteriores?
JQ – A demanda gerada pelos oito anos de atraso era muito grande. A sensação de modernização está chegando a cidade, com a maior operação de pavimentação asfáltica de Caruaru. Já são mais de 40 quilômetros aplicados, em bairros da periferia e no Centro. Quem trabalha todos os dias e tem que pegar condução, sabe o que estamos falando. O ir e vir para o trabalho ficou mais rápido, principalmente para quem pega coletivo. Investimos na construção de parques e, até o final de nossa gestão, quatro serão entregues à população, sendo que dois já estão em pleno funcionamento (Severino Montenegro e Baraúnas) e dois serão entregues até o final do ano: o do bairro das Rendeiras e outro no São Francisco. Nós também melhoramos a estrutura do poder municipal, modernizando secretarias e treinando pessoal. Praticamente todas as secretarias hoje dão condições de trabalho aos servidores e conforto a quem vai em busca dos serviços.

JV – Na Feira da Sulanca as reclamações contra a administração são enormes. Por que a decisão sobre a saída ou não da feira ainda não foi solucionada?
JQ – A Feira da Sulanca de Caruaru é um capítulo à parte na história da cidade. Sua mudança para um local definitivo não pode ter erros, mas garanto: nós estamos trabalhando muito para viabilizar esse projeto. No momento certo, iremos divulgar tudo, o que não podemos é errar, mudar a feira sem planejamento e estudos.

JV – Mas em ano de eleição é complicado tocar uma mudança de feira, principalmente se o senhor for candidato à reeleição. O senhor concorda com esse raciocínio?
JQ – Meu compromisso é resolver os problemas da cidade e eu não vejo problema nenhum em tocar a transferência em um ano de eleição. O que eu não posso é revelar como está sendo o trabalho, para não gerar especulação imobiliária. Não vou me intimidar por ser um ano de eleição, minha preocupação é com o meu mandato.


Comentários


...

Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro