9 de janeiro de 2012 às 10h11min - Por Mário Flávio

Pré-candidato a prefeito, Fábio afirma que quer reduzir IPTU em 70%

O PSOL é um dos partidos em Caruaru que já estão concluindo seus planos de governo para a campanha das eleições municipais deste ano. O pré-candidato a prefeito do município pela legenda, Fábio Silva, concedeu entrevista ao blog e falou da importância de partidos lançarem candidaturas próprias na cidade. Além disso, reforçou que a estrutura do partido está consistente e competitiva, com uma projeção de 27 pré-candidatos a vereador, e frisou entre suas propostas a requalificação profissional e a luta pela redução do IPTU em 70%.

 

Qual a estrutura política do PSOL em Caruaru para desenvolver uma campanha com consistência nestas eleições? 

Nossa primeira preocupação foi formar uma chapa competitiva, o que levou de oito a dez meses, até que conseguíssemos juntar 37 pré-candidatos. Não temos pré-candidatos com grande expressão, que tenham apresentado mais de 3 mil votos, mas temos um grupo fechado, que segue nossa proposta de governo, com nomes que já tiveram entre 1000 e 2000 votos em eleições passadas. Quanto à proposta da candidatura a prefeito, queremos desenvolver uma campanha limpa, sem ligação com grupos financeiros, pois essa é uma campanha política, não de marketing. Além disso, queremos enfocar nossas propostas de campanha, gerando um debate honesto, não nos interessa ficar atacando grupo A ou B. O faremos é mostrar falhas e apresentar soluções para elas. Cresci no bairro Vassoural e sei como é depender dos mecanismos da administração pública, como a saúde, educação e segurança.

E em que consiste o plano de governo  de vocês para esta campanha?

Nosso plano está 80% concluído. Nós temos projetos voltados para desenvolvimento urbano, sustentabilidade, saúde, educação, segurança e projetos sociais, de qualificação profissional e uma reestruturação da Feira da Sulanca, para que ela possa continuar no centro da cidade. É necessário um investimento maior em educação e qualificação para os novos empreendimentos que se instalem na cidade tenham mão-de-obra aqui em Caruaru e não precisem buscar em outros lugares. Além disso, queremos reforçar em nossa campanha a luta para diminuir o valor do IPTU. Hoje esse imposto tem uma taxa altíssima. Entre nossas propostas, estará um planejamento para reduzir o IPTU em 70%, isso é possível e real. Com o valor menor, a inadimplência diminuiria e isso manteria a receita equilibrada.

Edilson Xavier tem sido um parceiro forte para viabilizar a candidatura do partido em Caruaru?

Sim, ele defender que tenhamos nossa candidatura, para que venhamos a combater os coronéis modernos de Caruaru, que é aquele que comanda a prefeitura do jeito que quer, que demite seus funcionários na hora que quer e torna os vereadores dependentes do Executivo. Isso porque é uma realidade que os vereadores se prendem a indicações de emprego e à influência dos grupos tradicionais para tornar o legislativo dependente. Então temos recebido muito apoio de Edilson e da executiva estadual para trazer uma proposta diferenciada.

Hoje o PSOL tem um diretório municipal ou comissão provisória?

Compomos uma comissão, com vigência até 2014. No momento, não há diretórios do partido em Pernambuco. Isso porque manter um diretório é algo complicado de lidar, principalmente quando as pessoas que estão a frente começam a desviar dos ideais partidários. Com um diretório na mão, há um período para organizar a estrutura do partido e tomar decisões que afetam os filiados. Edilson é muito preocupado com isso, ele quer pessoas de confiança que realmente vistam a camisa do PSOL, por isso atualmente o partido é composto por comissões provisórias nos municípios.

Vocês entraram em contato com partidos de menor porte para fazerem parte da chapa de PSOL?

Conversamos com alguns partidos. No entanto, como não temos muito o que oferecer do ponto de vista financeiro, não foi possível chegar a um denominador comum. Dos dois partidos com os quais estivemos negociando, um foi o PPS, que já está compondo a base Tony Gel. Conversamos com Adriana de Góis e ela considerou que nosso projeto não se encaixava com a proposta dela para o PPS, mas isso nós entendemos bem. Mantivemos contato com o PTC, mas não recebemos uma resposta mais concreta, pois há o impasse se Maninho sairá ou não candidato a prefeito. E também conversamos com Neno, que representa o PSL. Apresentamos nossa proposta, nossos pré-candidatos e acredito que por enquanto ele queira se resguardar até entrar em um consenso com os pré-candidatos do partido.

Você se considera um candidato que quer mudar a mentalidade da população ou quer mostrar aos grupos tradicionais que não são só eles que estão no páreo?

Estamos entrando para tentar mostrar aos grupos que estão no poder, que é possível a uma pessoa humilde disputar uma prefeitura, com capacidade de administrar uma cidade. Queremos mostrar ao povo que os planos de governo podem se adequar às necessidades das pessoas, e não ao contrário.



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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro