27 de junho de 2012 às 00h54min - Por Mário Flávio

O governador Eduardo Campos retorna hoje dos Estados Unidos. De cara ele terá a boa notícia da receptividade da pré-candidatura de Geraldo Júlio, que conseguiu trazer de volta para a Frente Popular o senador Jarbas Vasconcelos e isolou o complicado PT. Se no Recife a situação caminha para o controle, em Caruaru a situação é pra lá de delicada.

Na quinta-feira (28) deve acontecer a conversa entre Eduardo e João Lyra, o qual  deve explicar ao socialista os motivos de não ter a intenção de subir no palanque do prefeito Zé Queiroz. Mesmo sem confirmar formalmente, essa é a intenção da conversa do vice, que não teve nenhum tipo de conversa com Zé nos últimos anos.

A situação é tão delicada que na última terça uma conversa poderia ter acontecido, mas os arranhões entre ambos não permitem tal proximidade. O vice-governador recebeu na casa dele diversas lideranças da Frente Popular. O detalhe é que a casa de João é praticamente vizinha do escritório político do deputado federal Wolney Queiroz (PDT).

Mesmo com a proximidade das residências, não houve a tal conversa. Algumas lideranças chegaram até a frequentar aos dois espaços, saindo da casa de João e indo para o escritório de Wolney. No entanto, as duas lideranças mais uma vez se evitaram.

Como o prefeito Zé Queiroz disse faz algum tempo que ia ligar para ele, o vice segue esperando a tal conversa, mas a essa altura a tolha já foi jogada. Essa história da última terça e a ida do prefeito de Caruaru ao Forró da Macambira teriam sido a gota d’água para a decisão do vice.

Até agora os aliados de João Lyra não conseguem entender os motivos do prefeito Queiroz ter ficado na frente da Fazenda a espera de Eduardo Campos, para muitos, o gelo deveria ter sido quebrado ali. A ausência de relação com a secretária Raquel Lyra também incomoda bastante a João Lyra e será o foco da conversa. O vice não entende o fato de Raquel ter sido a deputada mais votada em Caruaru e não entrar nem na lista dos convites oficiais da prefeitura.

No entanto, parafraseando ao compositor Acyole Neto: “…Na política tudo pode acontecer, inclusive. nada”.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro