2 de fevereiro de 2012 às 09h38min - Por Mário Flávio

O Partido dos Trabalhadores em Caruaru corre contra o tempo para conseguir candidatos de peso para a eleição de 2012. O PT perdeu dois importantes quadros, que não serão candidatos esse ano na Capital do Agreste. O vereador Rogério Meneses transferiu o domicílio eleitoral para a cidade de Imaculada, no sertão da Paraíba e Louise Caroline está na Espanha cursando o mestrado. Ela volta antes da eleição, mas garantiu que não será candidata.

Diante dessas lacunas, alguns nomes são especulados e outros confirmam a intenção de saírem candidatos. O jornalista Herlon Cavalcanti terá o apoio de Rogério Meneses, enquanto o diretor de Cultura, Djair Vasconcelos, disse que também pode sair candidato pela legenda. Mas os dois nomes que podem causar surpresa na eleição são: o diretor de Ciência e Tecnologia, Eduardo Guerra  e o ex-secretário José Carlos Meneses.

Eduardo já foi candidato algumas vezes, nunca teve votação expressiva, mas adquiriu a confiança do prefeito Zé Queiroz, com isso pode ter apoio essencial. O ex-secretário José Carlos Meneses conta com a experiência de ter coordenado várias campanhas e já ter sido vereador, além do apoio do vice-governador, João Lyra.

O analista político, Arnaldo Dantas, fez uma análise das duas possíveis candidaturas. Para ele, Eduardo Guerra teria mais identidade com a legenda. Confira a análise:

– Essas filiações levaram militantes históricos e todos que fazem parte ou simpatizam com o PT a fazer algumas indagações: o que levou tais personalidades, neste momento, a buscarem o Partido dos Trabalhadores? Por que acreditam em sua história, em suas lutas e em sua doutrina ideológica e política? Ou por que o momento é oportuno eleitoralmente? Um partido deve estar aberto a todos que acreditem e defendam seu programa, mas quando os projetos individuais estão acima dos partidários, ele torna-se uma confraria de amigos ou rivais. Ambos têm história e identidade com a “frente popular”, o que os diferencia talvez seja o perfil: Eduardo, chega na condição de militante, de diretor de Ciência e Tecnologia e ex-presidente do PCdoB;  Zé Carlos, como  um dos principais articuladores e colaboradores da campanha de José Queiroz, ex-vereador e ex-secretário, conhece  como poucos as intimidades, os sigilos e os rituais de poder em Caruaru. Não chega como um simples militante, mas traz consigo uma tradição política em sua história, um grupo multipartidário que lhe apoia e uma experiência política que lhe dá segurança sobre como deve atuar dentro do PT. A diferença entre eles: com Eduardo, a orquestra do PT toca em sintonia com a “frente popular” e com Zé Carlos, não se conhece nem o tom, nem o ritmo e muito menos onde a orquestra vai tocar.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro