13 de agosto de 2013 às 14h58min - Por Mário Flávio

Em texto publicado em seu perfil pessoal no Facebook, o  ex-secretário-executivo de Relações Institucionais da Prefeitura de Caruaru, Eduardo Guerra, criticou a postura do atual controlador-geral do município, Tony Galvão, que recentemente teve que dar explicações à imprensa sobre um relatório da CGU que aponta irregularidades da aplicação de recursos federais, com potenciais prejuízo em mais de R$ 17 milhões. Segundo Guerra, na gestão passada, quando Tony ocupou o cargo de secretário municipal de Educação, ele não teria dado atenção a um estudo de Eduardo que apontaria justamente formas de evitar mal uso de recursos em Educação, uma das principais falhas apontadas pela CGU.

Segue o texto na íntegra:

Quando estive no governo, entreguei ao então secretário de educação, esporte, juventude, ciência e tecnologia (que nome!), e a mais alguém que por enquanto não lembro quem, um estudo indicando que somente por meio da educação, da ciência e da cultura é possível preparar cidadãos com elevados ideais, integridade moral, boa educação e forte senso de disciplina.

Então destaquei a necessidade de promover o respeito ao conhecimento, ao talento e a preparação de um grande número de educadores e outros especialistas, os quais, colocados em primeiro plano, deveriam ser considerados “engenheiros de almas”.

Sugeri que, no curtíssimo prazo, as prioridades da educação em Caruaru deveriam ser a erradicação do analfabetismo e do analfabetismo funcional, assim como a melhoria do padrão de ensino, o que exigiria a modernização dos instrumentos de administração e gestão, e a capacitação técnica e gerencial dos recursos humanos da secretaria de educação.

Infelizmente o estudo foi engavetado e o secretário que, diga-se de passagem, nada ou muito pouco entendia de educação, cuidou apenas da arrumação dos números, que é o que sabe fazer, esquecendo princípios e procedimentos recomendados para a formação de pessoas capazes de promover o ideal comum de tornar Caruaru uma cidade próspera, democrática e altamente civilizada.

Como nada foi feito para enfatizar os princípios recomendados, com vistas a combater a negligência em matéria de progresso ético e cultural no trabalho prático, acabar com os fenômenos de passividade, esbanjamento, e especulação, e coibir atividades que estimulam a ostentação e os gastos excessivos, com o consequente desperdício de recursos, a Controladoria Geral da União identificou graves indícios de desvio de recursos públicos, dentre os quais enorme superfaturamento na contratação de empresas para o transporte de alunos, professores e supervisores, aquisição em duplicidade de livros didáticos, desvio de recursos do FUNDEB e irregularidade na desapropriação de terreno para construção de escola.

Escalado pelo prefeito para responder às graves irregularidades, durante entrevista ao Jornal do Commercio, o então secretário, hoje controlador geral do Município, deixou patente que está se lixando para irregularidades e desperdícios dos escassos recursos disponíveis.

Andando contra a maré dos últimos acontecimentos, o que importa ao ex-secretário e atual controlador é que ninguém será punido pelo desperdício de dinheiro público. Se assim for ficará provado que ele entende mesmo de arrumar a contabilidade, no entanto, de ética que é bom….nada, que dirá de educação.

Fica aqui registrado o que, por enquanto, é apenas um mau exemplo. Que vergonha, controlador!

*Eduardo Guerra é ex-diretor de Ciência e Tecnologia e ex-secretário-executivo de Relações Institucionais da Prefeitura de Caruaru.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro