14 de fevereiro de 2013 às 09h25min - Por Mário Flávio

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Desde o início do carnaval que existe uma forte especulação sobre uma dobradinha entre o senador Armando Monteiro (PTB) e o suplente dele, Douglas Cintra (PTB). O primeiro seria candidato a governador e o segundo o vice, já que a chapa precisaria de um político de Caruaru. Mas esse tipo de conjuntura não faz o menor sentido. Como atrair partidos para uma chapa puro sangue?

Seria o mesmo que oferecer um sanduíche de pão com pão. Além disso, como atrair partidos aliados para uma composição que contaria com a chapa encabeçada por políticos de uma mesma legenda? O PTB cresceu muito em Pernambuco, mas nem ele ou outra legenda, pode ir para uma eleição para governador com uma chapa puro sangue. A discussão deve passar por um amplo debate e a composição tem que ser ampla, com chances de vitória para o Senado e a eleição de um bom número de deputados estaduais e federais.

Douglas é um bom quadro da política local, articula bem, tem futuro na política e pode passar quatro anos no Senado. Além disso, muitos apostam que ele seria o sucessor do prefeito Zé Queiroz. Diante de tantas possibilidades a chance da vice é remota. Em Caruaru, a composição poderia ter o deputado federal Wolney Queiroz (PDT), ou até mesmo Laura ou Jorge Gomes, mas nesse caso, o acordo envolveria o PSB, que deve ter candidato próprio. Mas o apoio a Eduardo do PTB na esfera presidencial poderia providenciar essa chapa, mas tiraria da composição automaticamente o PT. O trabalho de Armando Monteiro para chegar ao Palácio do Campo das Princesas não será fácil, mas passa por Caruaru.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro