8 de dezembro de 2012 às 08h55min - Por Mário Flávio

No início desse ano o diretor de Cultura de Caruaru, Djair Vasconcelos (PT), concedeu entrevista neste blog e disse que do jeito que estava, o partido não iria conseguir eleger nenhum vereador. A previsão do petista estava correta e a legenda perdeu o único representante na Câmara, além de ter 50% a menos de votos em relação ao pleito de 2008, quando Rogério Meneses e Louise Caroline, obtiveram quase seis mil votos. Em 2012 o PT teve menos de três mil votos.

Integrante da Tendência Articulação de Esquerda, ele disse que o partido deve voltar a ter uma relação firme com os movimentos sociais, já que segundo ele, esse afastamento foi decisivo para o insucesso dos candidatos petistas nas urnas. Diante de todos os problemas vividos nos últimos anos, ele poupou os recentes presidentes do PT em Caruaru. “Temos que isentar o professor Josué e Vanuccio. Eles não têm culpa da situação que aí está. Aquela história de ficar fazendo picuínha por causa de atas, praticamente afastou Josué do PT, era uma coisa muito pequena para ele e deixou o PT menor. Estive no sábado e apoiei Vanuccio, tenho a certeza que ele vai fazer uma grande gestão, mas o Partido dos Trabalhadores precisa se reiventar em Caruaru, aliás, precisamos rever os nossos conceitos em Pernambuco, aquela situação em Recife foi um vexame. Sempre tive uma posição de independência no partido, critiquei algumas posições de Rogério e de Louise, mas as nossas convergências sempre foram bem maiores. Só não cabe mais as discussões internas do partido serem tão expostas”, disse.

Djair é da cota do PT no governo Zé Queiroz (PDT) e teve a participação efetiva de Rogério Meneses na indicação dele para assumir a função de diretor de Cultura. Mas após a eleição de deputado em 2010 e as constantes críticas do violeiro ao prefeito Zé Queiroz, ambos se distanciaram. Sobre a manutenção no novo governo, ele diz que a decisão é do prefeito de Caruaru. “Sou da cota do PT no governo, mas o prefeito vai ficar bem a vontade para dizer se vai querer que eu permaneça. Ele tem todo o direito de analisar o trabalho e decidir se vamos continuar, eu não farei nenhuma pressão para continuar”, disse.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro