20 de fevereiro de 2017 às 23h16min - Por Mário Flávio

Na tarde desta segunda-feira (20) a deputada Teresa Leitão comemorou a convocação e nomeação 2.677 professoras e professores aprovados no último concurso de 2016 para a rede estadual de ensino. O concurso foi realizado em maio, homologado em dezembro e, os concursados estão sendo chamados neste mês de fevereiro para tomarem posse nas escolas. Apesar da comemoração, a deputada afirmou que essas vagas são “insuficientes” para suprir os “mais de 10 mil contratos temporários” na rede pública de ensino.
“Essa nomeação é resultado de muita luta. Luta por uma educação pública de qualidade e por uma rede de ensino formada por servidores do quadro efetivo, fator indicativo da valorização profissional”, disse Teresa, que é presidenta da Comissão de Educação e Cultura da Assembleia Legislativa e que monitorou todos os passos do concurso.

A deputada lembrou que o colegiado da Assembleia Legislativa realizou audiências públicas, inclusive com o Secretário de Educação, que ela própria fez pronunciamentos, reuniões com o sindicato da categoria e com a comissão dos concursados, para pressionar o Governo a convocá-los.

Dos 2.677 aprovados, a grande maioria é para disciplinas com maior número de vacância como matemática, física, química, língua portuguesa e educação física. “Ficaram de fora disciplinas da área de humanas e isso nós destacamos, porque há vacância em História, Geografia, Sociologia e Filosofia”, lembrou Teresa, que também reclamou da baixa convocação para a área profissional, também majoritariamente ocupada por contratos temporários.

Pernambuco tem 39.550 professores, dentre os quais, um alto número de contratos temporários. “Contratos temporário deve permanecer, como manda a Constituição, para questões emergenciais. Devem receber o mesmo salário base, ou seja, o piso salarial dos professores efetivos. Aqui em Pernambuco recebem bem menos. Essa prática, constante, faz com que Pernambuco tenha hoje, mesmo com essa nomeação de concursados, mais de 10 mil contratos temporários”, lembra Teresa.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro