23 de setembro de 2013 às 16h55min - Por Mário Flávio

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Entre os principais pontos de discussão durante a Conferência Municipal de Trânsito e Transporte, os mototaxistas discutiram algumas reivindicações para a categoria, como a aprovação de proposta que solicita implantação de motocímetro e a eleição do Sindmoto para uma das vagas do COMUT, ainda que essa indicação gere controvérsia entre o sindicato municipal e a cooperativa dos mototaxistas.

No contexto

Entrevista – Presidente da Destra destaca reformulação do COMUT na Conferência de Transporte

Para o secretário-geral do Sindmoto, José Ivo, a participação da categoria foi significativa. “A categoria conseguiu definir alguns direitos que estamos buscando, como a possibilidade de repasse de moto, proposta que foi aprovada e será levada ao Executivo. Sem falar que fomos integrados ao COMUT, para nossa entidade isso é fundamental, lembrando ainda que também representamos os motofretistas e motoboys”, ressaltou. No entanto, ele questionou que a implantação do sistema de motocímetro gera dúvidas quanto à forma como seria desenvolvida em Caruaru.  “No momento o Sindmoto é contra a implantação de motocímetro, pois o primordial é conquistarmos os descontos de ICMS, de IPVA, para darmos mais condições à categoria. Até o momento só estamos gastando muito, com pouco retorno. O motocímetro é importante, mas para segundo plano, pois ainda não foi totalmente aprovado pelo Inmetro e precisa passar por mais testes. O ideal seria que fosse testado em outras cidades”, completou. O sistema estabeleceria de forma precisa o custo de um percurso de moto.

Segundo o presidente da Cooperativa de Mototaxistas do Agreste (Coopermoto), Marcio Fernando, seria preciso urgência para viabilizar o motocímetro, que inclusive já havia sido objeto de requerimento do vereador Edjailson da Caruforró (PT do B). Essa questão era debatida a anos.É a forma mais justa de cobrar os usuários, para que não haja valores com grandes diferenças para uma mesma localidade, e para que nós também não levemos o nome de desonestos. No caso do Sindimoto, o sindicato é contra a maioria dos mototaxistas, até porque isso já é previso em lei, o que pedimos é que esse aparelho seja testado em caráter de urgência”, explicou. Apesar das discordâncias quanto a esse ponto, a cooperativa vai dar suporte como suplente da representatividade dos mototaxistas na reformulação do COMUT.

Para o presidente da Destra, Coronel José Carlos, avaliou que é necessário um processo de adaptação e teste para funcionalidade do sistema. “Com relação ao motocímetro, existe uma empresa, reconhecida pelo Inmetro, que se encontra na fabricação desse equipamento. Logicamente, nós só podemos colocar em execução a partir do momento em que for testado e que venha a ser viável para os mototaxistas. Com certeza, sendo aprovado pelo Inmetro, está capacitado, mas é claro que é preciso passar por um procedimento de treinamento, adaptação e custos”, projetou.

Em meio a essas diferenças de pensamento, a indicação do motocímetro será encaminhada para discussão no novo COMUT, que deve começar a exercer suas atividades após a indicação dos nomes que vão representar cada entidade eleita. Além dessa proposta, foram aprovadas indicação para reformular a lei de mototaxistas para a criação do repasse das concessões; criação de corredores exclusivos para prestadores de serviço de transporte público de passageiro e revitalização do terminal central de ônibus e dos pontos de mototáxi e táxi.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro