A deputada estadual Débora Almeida comemorou o lançamento da plataforma Torcedor Arretado, ferramenta tecnológica criada para fortalecer o combate à violência nos estádios de Pernambuco. A solenidade de apresentação do sistema será realizada nesta quinta-feira (2), às 16h, no auditório da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco, no Recife, marcando o início da implementação prática da Lei Estadual nº 19.115/2025.
O lançamento da plataforma é resultado do novo marco legal aprovado pela Assembleia Legislativa de Pernambuco, cuja relatoria foi conduzida por Débora Almeida. A parlamentar coordenou a construção do texto a partir da unificação de projetos apresentados por outros deputados estaduais e das contribuições de representantes das forças de segurança, Ministério Público, federações esportivas, clubes e torcidas organizadas.
A nova legislação estabelece um conjunto de medidas voltadas à prevenção e ao enfrentamento da violência nos eventos esportivos, com foco na integração entre tecnologia e segurança pública. Entre as principais novidades estão a obrigatoriedade da identificação biométrica facial em estádios com capacidade superior a 20 mil pessoas, a instalação de câmeras de monitoramento, o acompanhamento dos deslocamentos das torcidas organizadas e a integração dos bancos de dados aos sistemas de segurança do Estado.
Outro destaque da lei é a criação do Cadastro Estadual de Torcidas Organizadas (CETO-PE), que reunirá informações sobre dirigentes, integrantes, estatutos e histórico das torcidas, além do Cadastro Estadual de Maus Torcedores, destinado ao registro de pessoas envolvidas em episódios de violência ou discriminação em eventos esportivos. A legislação também estabelece critérios mais rigorosos para a gestão das torcidas organizadas, impedindo que pessoas enquadradas na Lei da Ficha Limpa ocupem cargos de direção.
Para Débora Almeida, a iniciativa representa uma mudança na forma de enfrentar a violência no futebol pernambucano. “A ideia foi trabalhar na criação de uma legislação unindo tecnologia, prevenção e diálogo. A violência não pode ser tratada como um fenômeno isolado, mas como algo que deve ser combatido com integração entre Estado, torcidas e sociedade civil. Pernambuco será pioneiro neste tipo de ação e esperamos poder colher resultados em breve”, afirmou.
Além das medidas de controle e fiscalização, a legislação prevê campanhas permanentes de conscientização sobre a cultura de paz, desenvolvidas em parceria com clubes e comunidades. A expectativa é que o Torcedor Arretado amplie a capacidade de atuação preventiva das forças de segurança, aumente a eficiência da fiscalização e consolide Pernambuco como referência nacional na promoção de um futebol mais seguro para atletas, torcedores e famílias.
