31 de janeiro de 2018 às 09h00min - Por Mário Flávio

Do Jornal O Globo

RIO — A nova pesquisa Datafolha, divulgada nesta quarta-feira pelo jornal “Folha de S. Paulo”, mostrou que a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode ter lesado o seu poder como cabo eleitoral. Embora permaneça à frente nas intenções de voto para a Presidência, o petista vê diminuída em cinco pontos percentuais a sua influência ao tentar transferir seus votos potenciais para outro candidato. Segundo o levantamento, mais da metade dos eleitores não votariam em alguém indicado por Lula.

A decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) que confirmou a condenação e aumentou a pena de Lula para 12 anos e um mês de prisão colocou o petista na mira da Lei da Ficha Limpa. A legislação prevê que réus condenados em segunda instância, como é o caso de Lula, ficam impedidos de concorrer a cargos públicos. Embora enquadrado na Ficha Limpa, Lula ainda pode registrar candidatura e buscar, na Justiça Eleitoral, um recurso contra a inelegibilidade. Porém, a candidatura de Lula for impugnada, só restaria ao PT contar com a força de seu líder como cabo eleitoral de outro nome. Por enquanto, a legenda garante que mantém o ex-presidente como candidato.

Em novembro, o percentual de eleitores que não votariam no político apoiado por Lula era de 48%. A pesquisa desta quarta-feira registra 53% de rejeição a qualquer nome indicado pelo ex-presidente. O Datafolha apurou que uma das principais alternativas do partido, o ex-governador da Bahia e ex-ministro da Casa Civil Jaques Wagner (PT), tem apenas 2% das intenções de voto na disputa pela Presidência. Até o momento, Wagner não se apresentou como candidato.

Apesar da queda, a influência de Lula não pode ser desconsiderada como cabo eleitoral. Isso porque 27% dos entrevistados ressaltam que o ex-presidente “com certeza” influenciaria suas escolhas, e 17% afirmam que “talvez” seguissem a indicação do petista.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro