30 de outubro de 2013 às 17h29min - Por Mário Flávio

O líder da Oposição, deputado Daniel Coelho (PSDB), pediu, nesta quarta (30), que o Governo do Estado corrija a distorção salarial existente entre funcionários de mesmo cargo lotados na Secretaria Estadual de Trabalho. O parlamentar explicou que a pasta realizou duas seleções públicas simplificadas, entre 2009 e 2013, mas os profissionais da mesma função recebem remuneração diferente, dependendo do concurso ao qual se submeteram.

O deputado citou como exemplo a situação dos assessores jurídicos. Segundo Daniel, os contratados na primeira seleção recebem 1.675 reais, enquanto os do último concurso têm um salário de 3 mil reais. O parlamentar informou que tem sido difícil para os funcionários conviverem com essa injustiça e os prejudicados já levaram o caso ao Ministério Público. Daniel Coelho pediu que o Governo do Estado encontre um forma de realizar a isonomia salarial entre os contratados.

Terezinha Nunes, também do PSDB, destacou que a divergência salarial não se justifica e precisa ser corrigida. Maviael Cavalcanti, do Democratas, salientou que a distorção é discriminatória e desestimula o funcionário. O líder do Governo, Waldemar Borges, do PSB, explicou que a admissão dos funcionários temporários obedece às regras previstas em contrato. O deputado informou que a diferença salarial ocorre porque a remuneração varia conforme a época da contratação. Segundo o parlamentar, o Governo está ciente do problema, mas existem impedimentos legais para resolver a questão.

Ainda nesta quarta, Daniel Coelho registrou o caso de um bebê, de um ano e três meses, que sofre com a falta do anticoagulante Ceprotin na rede de saúde do Estado. Segundo o parlamentar, a criança é portadora de uma doença rara e está internada na UTI do Hospital Esperança, no Recife.

O deputado informou que a ampola do remédio custa 3.900 reais e, para sobreviver, o bebê precisa usar quatro ampolas por dia. Ele ainda destacou que a Secretaria Estadual de Saúde já fez a compra de uma remessa suficiente para atender a criança por três meses, mas o remédio não foi liberado por questões burocráticas.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro