5 de fevereiro de 2021 às 12h12min - Por Mário Flávio

Uma das maiores intervenções hídricas em execução no Brasil, com o compromisso de levar água para dois milhões de pernambucanos, a Adutora do Agreste terá mais uma etapa entregue no próximo mês. O Governo do Estado, através da Compesa, que executa as obras de implantação da adutora, concluiu uma importante etapa de testes em um trecho de mais de 17 quilômetros, entre a cidade de Belo Jardim e o distrito de Serra dos Ventos, e já planeja uma segunda bateria de testes de Belo Jardim ao distrito de Barra de Farias, em Brejo da Madre de Deus, até o fim desse mês, totalizando quase 29 quilômetros prontos para o início das operações. Os serviços executados nesse trecho da Adutora do Agreste vão levar água até as estações de tratamento de Barra de Farias e de Fazenda Nova, garantindo o abastecimento dos distritos de Barra de Farias, Fazenda Nova e Mandaçaia, beneficiando o total de 11 mil pessoas.

A água que será disponibilizada para Fazenda Nova e o próprio distrito de Serra dos Ventos, para mais cinco mil habitantes, percorrerá um longo caminho até a população. O abastecimento será viabilizado via Adutora do Moxotó, que capta água do Rio São Francisco no distrito de Rio da Barra, em Sertânia, e se conecta à Adutora do Agreste na cidade de Arcoverde. A Adutora do Moxotó foi uma solução desenvolvida pelo Governo de Pernambuco e pela Compesa para antecipar o uso das águas do “Velho Chico” mesmo sem a finalização do Ramal do Agreste, obra do Governo Federal essencial para a operação da Adutora do Agreste. Por esse sistema, a Compesa já consegue atender as cidades de Arcoverde, Pesqueira, Alagoinha, Sanharó, Belo Jardim e São Bento do Una.

A secretária de Infraestrutura e Recursos Hídricos do Estado, Fernandha Batista, esteve nesta quinta-feira (4), nas obras da Adutora. Durante a visita técnica, a titular da pasta ressaltou o significado especial dessa iniciativa para quem reside na região e a importância do início do teste útil.  “O Governo de Pernambuco assumiu o compromisso de trabalhar em prol da universalização do acesso à água, garantindo a segurança hídrica tão necessária para qualidade de vida da população. Estamos conseguindo vencer as etapas dessa obra para enfrentar a seca no Agreste, região que mais sofre com o maior déficit de água do país”, pontua Batista.

A presidente da Compesa, Manuela Marinho, avalia positivamente a conclusão de mais uma etapa importante da adutora. “Esse é mais um trecho imprescindível entregue pela Compesa dentro do projeto da Adutora do Agreste. Particularmente, é mais um investimento expressivo do Governo de Pernambuco na região com a menor disponibilidade hídrica do Estado, desatrelando o funcionamento da adutora à conclusão do ramal. Pernambuco continua empenhado na execução do empreendimento, com o investimento sistemático de recursos para dar celeridade às obras e garantir o abastecimento da região”, comenta Manuela.

A Compesa executa a obra da Adutora do Agreste e faz a gestão dos recursos repassados pelo Governo Federal. Do montante de R$ 1,030 bilhão repassado até 2020, a Companhia adquiriu tubulação e executou 647,8 quilômetros da adutora, o que corresponde a 67% da obra. As tubulações de grande porte, com 1.200 milímetros de diâmetro, que farão o transporte de uma vazão de 2 mil litros de água por segundo, têm capacidade projetada para operar em conjunto com o Ramal do Agreste. A primeira etapa da obra prevê a cobertura de 23 municípios. Na segunda etapa, ainda não conveniada com o Governo Federal e com recursos estimados em R$ 2 bilhões, serão implantados mais 728 quilômetros de extensão para atender mais 45 cidades com água da Transposição do Rio São Francisco.

POÇOS DE TUPANATINGA – Outra alternativa de operação desenvolvida pela Compesa para antecipar o funcionamento da Adutora do Agreste é o Sistema Adutor dos Poços de Tupanatinga, que consiste na perfuração de bateria de 20 poços e implantação de sistema com 61,2km de adutora e conjunto de 6 estações de bombeamento para abastecer, a partir da cidade de Tupanatinga, as cidades de Buíque, Itaíba e Águas Belas. O percentual de conclusão desse sistema é de 62%.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro