10 de fevereiro de 2012 às 09h00min - Por Mário Flávio

O ano letivo inicia e começa uma situação que incomoda bastante: a corrida de entidades para vender carteirinhas de estudantes. O motivo da minha inquietação é a maneira como entidades que não servem absolutamente para nada negociam com os alunos. Em primeiro lugar, existe uma disputa da Uespe com a Ubes sobre qual a melhor carteira. Em muitos casos, existe uma espécie de leilão com os alunos sobre os beneficíos de cada entidade.

Sinceramente, não lembro em Caruaru de nenhuma ação nos últimos anos promovidos pelas duas entidades para beneficiar aos estudantes. A única situação em que as entidades se movimentaram foi sobre quem tinha o direito de emitir a carteira. Estudantes filiados as duas entidades promoveram a maior baderna na Câmara e mentiram para os alunos, que foram até o local sob a alegação de um possível aumento nas passagens de ônibus.

Uma vergonha! Quando a verdade foi explicada aos alunos, grande parte nem entendia o que estava fazendo ali. Não vou nem aqui citar a Uesc, essa desde que fui aluno do ensino médio nem fede e nem cheira e assim como a Uespe, conta com lideranças com discursos empoeirados, que não cabem mais nos dias atuais.

A carteira de estudante virou um grande negócio. Hoje, tem gente que nem estuda, mas consegue tirar o documento, que movimenta milhares de reais nas cidades do Agreste de Pernambuco. O pior, não existe a prestação de contas em Caruaru. Os dados aqui são iguais a atuação dessas entidades, não existem e ainda temos partidos que apoiam essas entidades e a justificativa é pra lá de ultrapassada.

O poder público deveria agir e a emissão e controle deveria ser feito pela Destra, com o dinheiro público sendo aplicado com ações que beneficiassem, de fato, aos estudantes. Sei que um monte de gente vai questionar, usar a história, ditadura militar, blá, blá, blá… Mas é bom lembrar, os tempos mudaram e até que me seja provado o contrário, não mudo de opinião e vou parafrasear um programa da tv: “Pequenas carteiras e Grandes negócios”.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro