31 de julho de 2012 às 23h29min - Por Mário Flávio

Não se falou em outro assunto essa semana na política de Caruaru. Todos esperam com muita ansiedade pelo primeiro debate entre os candidatos a prefeito de Capital do Agreste. O desempenho de Miriam ante a Zé Queiroz, considerado um dos mestres da oratória da política local; como Fábio José vai se portar? Essas e outras perguntas estavam sendo feitas na cidade e o embate era aguardado por todos.

Mas a grande surpresa veio no início da tarde desta terça-feira (31). Os coordenadores da campanha de reeleição do prefeito Zé Queiroz procuraram a organização do debate e solicitaram que o enfrentamento entre os candidatos fosse prorrogado, para ter início a partir de 13h30, sob a alegação que o prefeito poderia ferir o estatuto do servidor, já que segundo a coordenação da campanha, o mesmo não poderia participar de eventos da campanha no horário do expediente.

No entanto, a oposição alega que tal conduta não condiz com a Legislação Eleitoral e apresentou artigos que versam sobre essa temática. Outro dado curioso é que a alegação da coordenação da Coligação Caruaru com a Força do Brasil é que o estatuto do servidor sera ferido e o prefeito de Caruaru poderia sofrer algum tipo de sanção. O detalhe é que a cidade não tem estatuto próprio, segue o documento estadual.

Qualquer mudança que fosse ocorrer no que diz respeito aos servidores de Caruaru, deveria ser votada na Câmara Municipal. O próprio Zé Queiroz enviou um projeto de Lei no fim de 2011, com a intenção de criar esse estatuto, mas a pedido da Comissão Legislação e Redação de Leis, retirou o Projeto, já que a Comissão alegou pouco tempo para avaliar o documento. Vale a pena citar ainda que o prefeito realizou pelo menos dois eventos de campanha pela manhã.

O blog ainda ouviu vários especialistas no direito e todos afirmaram não entender o temor da Coligação. A assessoria do candidato a reeleição garantiu que na manhã desta quarta vai enviar um pedido de informação ao juiz da Propaganda Eleitoral, Pierre Souto Maior, e caso o magistrado sinalize positivamente a respeito das indagações do chefe do Executivo, Zé Queiroz vai para o debate às 10h.

Por uma questão de coerência o horário do debate não pode ser alterado. A lei é clara. Além disso, um planejamento de cobertura foi montado pelos veículos de comunicação, que venderam cotas comerciais, escalaram equipes e o principal, os ouvintes/eleitores esperam com ansiedade pela realização do mesmo. Um debate que possa ajudar na decisão do eleitor. Tomara que o impasse seja resolvido e o confronto de ideias aconteça.


Comentários



...

Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro