10 de janeiro de 2012 às 00h22min - Por Mário Flávio

Começa na noite dessa terça-feira (10) a 12ª edição do Big Brother Brasil. Mas o que isso tem a ver com política? Dependendo do ponto de vista, muita coisa. Primeiro, são pessoas vindas de todas as parte do Brasil e que representam parte da população. Com isso, os futuros governantes podem traçar metas para os futuros planos de governo. Brincadeiras a parte, o BBB representa o que grande parte da população é, uma misturada de cor, credo, orientação sexual e por aí vai, todos querendo ganhar uma grana e viver bem… têm uns que querem outras coisas, mas essa parte, deixa pra lá! 

Mas o maior recado que o programa manda é sobre o paredão. Em todas as edições, o público não suporta os participantes que não têm posicionamento definido no programa. Podemos fazer uma analogia para os políticos que seguem com discurso sem consistência e não assumem uma posição diante do eleitorado. São poucos meses para que a população decida em quem votar, por isso, ficar em cima de muro e não se posicionar, pode signficar a ida para o paredão do eleitor, ou seja, ser eliminado da disputa.

Temos a  tradição na política de Caruaru de uma disputa polarizada. Para mudar esse quadro, muitos afirmam que só quando tivermos o segundo turno. Com a mudança no sistema eleitoral, tal “birga” só deve acontecer no ano de 2016, com isso, o surgimento de uma nova via fica complicado. Para os políticos que sonham com tal possibilidade, é necessário se posicionar, tem que sair de cima do muro e evitar o paredão.

A decisão a ser tomada não é fácil. Seja na situação ou oposição, as pressões serão grandes, mas quanto antes forem tomadas irão ajudar ao eleitor, que terá mais tempo para decidir em quem votar. O programa, que começa nesta terça, tem outro ensinamento para ser levado em conta. O passado dos políticos, as alianças que serão feitas, o comportamento, tudo estará sendo visto. Será que vale tudo para ganhar o jogo ou as eleições? É por isso que o BBB tem tantas situações parecidas com a política, nesse último caso vai bem mais além do que um programa de televisão, são quatro anos que interferem totalmente na vida do eleitor que não prestar bem atenção, nos paredões a serem formados.

FBC no senado – O presidente do Senado, José Sarney, decide nessa terça se convocará os oito senadores e 17 deputados integrantes da comissão representativa do Congresso durante o recesso parlamentar. A situação envolve dois pleitos, ambos para que seja ouvido o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho. Em pauta, o excesso de verbas para Pernambuco, que o ministro liberou em 2011.

FBC no senado II – O ministro Fernando Bezerra Coelho quer ir ao senado. Ele informou a imprensa que ligou para José Sarney e pediu que fosse convocado para dar explicações. “Mantive contato com o presidente José Sarney e solicitei a ele que me convocasse para que eu pudesse me apresentar diante da comissão representativa do Congresso Nacional para que nessa quarta-feira eu possa ter a oportunidade de levar as informações, as explicações para retirar qualquer dúvida em relação a gestão dos recursos da Defesa Civil na minha pasta”.

APOIO – Os deputados da bancada de Pernambuco seguem na corrente de apoio a Fernando Bezerra Celho. Já se manifestaram Wolney Queiroz, Cadoca e o ex-prefeito João Paulo, que emitiu nota de apoio ao pernambucano. Ainda é estranha essa onda de perseguição sobre o Ministro, quando nenhuma irregularidade é apontada. Parece que a meta é derrubar FBC na base da pressão, mas até agora, ele não cometeu deslize.

ZONA AZUL – Essa semana completou um ano da instalação da Zona Azul em Caruaru. O imposto divide opiniões. A prefeitura diz que o modelo implantado pela atual gestão é exemplo para outros municípios. Sem usar parquímetros e dispensando o uso de papel o Estacionamento Rotativo Eletrônico de Caruaru também é ecologicamente correto, mas não faz referências ao preço das taxas cobradas para estacionar no centro da cidade.

ZONA AZUL II – A oposição critica o imposto, que alguns afirmam ser o mais caro do tipo, no Nordeste brasileiro. O fato é que mesmo com a cobrança da taxa, estacionar no centro da cidade ainda é complicado e a situação deve ser repensada. A zona azul é um paliativo, o ideal é a reorganização da área central. A cidade cresceu muito e as ruas estreitas são as mesmas de 20 ou 30 anos atrás. Planejar é preciso.

 

 


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro