10 de outubro de 2017 às 07h05min - Por Mário Flávio

Bruno-Araújo-foto-reprodução-facebook

O ministro Bruno Araújo parece ter chegado à conclusão de que nas eleições do próximo ano deve disputar mesmo um cargo majoritário, de senador ou governador. Ele está indefinido entre os dois cargos, mas aparentemente convencido de que se não der o salto agora, dificilmente terá outra chance.

Está sentado num dos ministérios mais fortes da República, não foi contaminado pelo desgaste de Michel Temer e está com vontade de confrontar-se com o governo Paulo Câmara. Por esse motivo é que nos últimos 15 dias ele deu essas três pistas.

Ao ser convocado por correligionários para assumir a presidência do PSDB-PE, disse: “Recebo esta convocação como um gesto de apreço e confiança. Temos no PSDB a responsabilidade de apresentar alternativas que garantam aos pernambucanos segurança, avanços sociais e desenvolvimento econômico sustentável”.

Na convenção do PSDB do Recife, complementou: “Estou pronto para receber o comando do partido a fim de que, no momento em que for definido o tamanho da nossa participação no espaço majoritário, estarei pronto para aceitar esta missão”.

Finalmente, na convenção do partido em Gravatá, domingo, lançou-se candidato a governador. “Se daqui de Gravatá, um dia (1988), saiu o primeiro prefeito do PSDB no Brasil (Chucre Zarzar), a partir desta convenção pode sair o primeiro governador do PSDB em Pernambuco. Eu não me furtarei”. O ministro parece estar dando por encerrada a sua presença na Câmara Federal.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro