13 de janeiro de 2013 às 13h25min - Por Mário Flávio

Mais da metade dos brasileiros quer que o Bolsa Família continue. Mas também mais de 50% acreditam que o programa não tira muitas pessoas da pobreza, enquanto quase 40% acham que os pobres continuam pobres mais por falta de esforço do que de oportunidades. O que predomina no Brasil é uma visão de valorização da renda que vem do trabalho. O quadro é apontado por estudo inédito da UFRJ, que levantou a percepção da população adulta do país sobre ações de combate à pobreza e à desigualdade. A pesquisa, feita por amostra, entrevistou 2.200 pessoas no país com 16 anos ou mais.

Sob coordenação da professora Lena Lavinas, do Instituto de Economia da UFRJ, e com participação de pesquisadores de outras instituições, como a UFF, o estudo, financiado pela Finep e com pesquisa de campo realizada em setembro e outubro de 2012, traz como um dos principais resultados a opinião sobre os benefícios concedidos pelo Bolsa Família.

Outro destaque do estudo foram as perguntas sobre motivos que explicariam a pobreza e sobre valores de mérito e trabalho. Em relação à afirmação de que o motivo da pobreza é a falta de oportunidades, 23,1% concordaram totalmente, mas percentual maior, 27,2%, discordaram totalmente, ou seja, têm visão mais próxima à de que a pessoa continuaria na pobreza mais por falta de esforço do que de oportunidade.

Em relação a valores de mérito, 81,9% acham que o salário de uma pessoa deve depender da qualidade do resultado do seu trabalho, enquanto 80,9% acham que o salário deve depender do grau de responsabilidade do trabalho – mostrando forte presença de valores de meritocracia.

E a pesquisa quis saber, ainda, se o brasileiro se via satisfeito com sua vida; a qual classe social ele se via pertencendo; e suas expectativas sobre a economia. Mais da metade, 51,7%, disse estar satisfeita com a vida. A maioria da população também se diz pertencer à classe média: 66,5%. E, perguntados sobre a situação econômica daqui a cinco anos, 80,1% acham que ela será melhor ou muito melhor que a atual.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro