A base governista da governadora Raquel Lyra definiu uma estratégia para ampliar sua influência nas principais comissões da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). A decisão passa pela atuação independente dos partidos aliados, sem a formação de blocos parlamentares neste momento.
A orientação foi confirmada pela líder do Governo, Socorro Pimentel (PSD), que comunicou, nesta sexta-feira (17), que as legendas da base irão atuar de forma autônoma. Havia a possibilidade de formação de um bloco envolvendo PSD, Podemos e a federação PT-PV-PCdoB, o que poderia fortalecer a disputa por espaços estratégicos nos colegiados.
Segundo a parlamentar, no entanto, o cenário atual favorece a independência das siglas, que já possuem bancadas consideradas robustas. Com a janela partidária, o PSD passou a contar com nove deputados, enquanto o Podemos saiu do zero para sete representantes. Já a federação PT-PV-PCdoB soma oito parlamentares, sendo que cinco deles costumam votar alinhados ao Governo.
Outros grupos também optaram por não formar blocos. A Federação União Progressista, com 11 deputados — dos quais 10 são aliados do Palácio — decidiu atuar de forma independente. O mesmo caminho foi seguido pelo partido Novo, que, mesmo com apenas um parlamentar, não aderiu a uma composição com o PL, legenda que possui três deputados e conta com apenas um nome na oposição mais ativa.
De acordo com Socorro Pimentel, a estratégia busca garantir maior capilaridade e presença da base governista nas comissões. “Estrategicamente, e neste momento, optamos por manter os partidos atuando de forma independente, o que tende a assegurar maior robustez da base governista nas comissões. O PSD, como segundo maior partido da Alepe, já detém participação expressiva nesses colegiados, o que reforça sua capacidade de articulação e influência”, afirmou.
A deputada também destacou que o novo arranjo político, após as mudanças da janela partidária, amplia a autonomia das legendas e favorece uma atuação mais integrada entre os parlamentares aliados. “Esse formato amplia a autonomia partidária e favorece uma integração mais orgânica entre seus membros”, pontuou.
Por fim, Socorro ressaltou que o objetivo central da estratégia é assegurar maioria para aprovação de matérias consideradas prioritárias pelo Executivo estadual. “O ponto central é a garantia de uma maioria parlamentar comprometida com a aprovação de propostas que contribuam efetivamente para o desenvolvimento de Pernambuco”, concluiu.

