26 de novembro de 2012 às 21h25min - Por Mário Flávio

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A audiência pública foi aberta com a fala do prefeito reeleito Zé Queiroz (PDT). Ele apresentou a necessidade de discutir o plano e passou a palavra para a representante da Zigua, empresa contratada para fazer a consultoria dos resíduos em Caruaru. Durante quase uma hora todos os dados do lixo foram detalhados pela empresa, que ainda destacou os objetivos e metas do Plano a ser enviado para Brasília.

O que chamou atenção foi que entre os objetivos apresentados algumas situações óbvias, como educação ambiental e destinar o lixo para os locais adequados, além da criação de uma Legislação municipal vigente para que todas as metas do Plano sejam cumpridas. Nas falas dos presentes muitas ações foram questionadas e sugestões apresentadas.

O vereador Rogério Meneses (PT) perguntou sobre a situação do Aterro Sanitário de Caruaru, que se encontra saturado. O petista indagou se o atual aterro iria ser substituído. Coube a gestora ambiental, Karina Melo, explicar que a ideia é substituir o aterro por uma nova tecnologia, mas não deu detalhes concretos de como seria a mesma. O secretário de planejamento Ricardo Góes destacou que a cada ação desenvolvida para a coleta seletiva, vai propor um desafogo ao Aterro.

Representando a Comissão de Meio Ambiente da OAB o advogado Marcílio Cumarú questionou sobre ações para melhorar a situação dos catadores de lixo. A consultoria expôs que no planejamento ações serão feitas para minimizar aos problemas enfrentados pelos catadores, principalmente sobre os materiais que eles devem usar na hora da coleta.

O secretário Ricardo Góes explicou que, além das ações citadas pela consultoria, os catadores receberão capacitação do poder público, já que hoje duas entidades trabalham na coleta. “Temos a Asproma com 19 pessoas cadastradas e a associação com mais de 200, essa última precisa ser organizada. Essas pessoas precisam de dignidade para exercer a função, já que eles são fundamentais no processo da coleta”, explicou.

No entanto, ações só irão ser sentidas pela população nos próximos cinco anos, tempo necessário para as ações a curto prazo, como explica a consultora Karina Melo. “A partir das sugestões o Plano será montado e a prefeitura irá disponibilizar os recursos que têm para investir, por isso esse tempo para as metas a curto prazo”, disse. As metas a médio e longo prazo, podem levar entre cinco e dez anos.

PLANO – A partir desta terça-feira (27) o plano de saneamento estará disponível para o conhecimento e recebimento de sugestões da população, durante o prazo de 30 dias, por intermédio de protocolo de sugestão endereçado a Secretaria de Infaestrutura, localizada na Praça Teotônio Vilela, no bloco B, 3º andar, Centro. O plano poderá ser lido no site da prefeitura de Caruaru.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro