2 de janeiro de 2017 às 06h41min - Por Mário Flávio

Ano novo esperança renovada. Não é fácil ter um olhar esperançoso quando a realidade desanima. No mundo, povos ainda vivem o cotidiano de guerras vitimando a população; no Brasil, problemas como da impunidade e lentidão da justiça, a devastação das drogas e o desemprego, em nossa região o crescimento do crime, da violência e da insegurança. Como erguer os olhos e contemplar belos horizonte diante do recente choque com a democracia e a permanente doença chamada corrupção instituída culturalmente no povo?

Há alguns meses atrás o Papa no III Encontro Internacional dos Movimentos Populares no vaticano declarou “a corrupção não é um vício só da política”. Francisco se dirigiu aos Movimentos como semeadores da mudança e colocou alguns pontos como “usar a economia à serviço dos povos, trabalhar pela paz e a justiça e defender a Terra como tarefas para caminhar em direção a um convívio social melhor. Ainda que leve tempo, Francisco lembrou o pensamento de Santo Inácio reafirmando que as “mudanças reais acontecerão como fruto de um discernimento coletivo que amadureça nos territórios junto com os irmãos e se torne ação transformadora de acordo com os lugares, tempos e pessoas.
Aqui estamos diante não só de mais um ano que se inicia mas também sob uma nova gestora no município que vem pregando a união que supere as cores partidárias e o esforço coletivo para superação das nossas dificuldades.

Raquel começa com grande e importante apoio da população e precisa desse olhar esperançoso de toda sua equipe de trabalho e até mesmo de quem se colocar como oposição, para que o bem coletivo prevaleça sobre os interesses particulares. Tomás de Aquino coloca que o ato de governar é o mesmo que conduzir uma coisa a finalidade devida, da maneira mais conveniente. Assim deve ser a finalidade desta gestão, em conduzir e ordenar os cidadãos para uma vida feliz e virtuosa.

Esse objetivo será cada vez mais palpável se todos e todas se conscientizarem de sua corresponsabilidade cidadã e enchermos nosso peito de ESPERANÇA tal qual no poema de Mário Quitana:

Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano Vive uma louca chamada Esperança E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança…
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA…

*Paulo Nailson é colaborador e militante na cultura.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro