17 de abril de 2018 às 21h16min - Por Mário Flávio

Já se passaram 16 meses (1/3) do governo Raquel Lira (PSDB), tempo mais do que suficiente para a prefeita encaminhar as promessas de campanha que foram bastantes ofensivas e que pelo andar das decisões e práticas do governo, poderá ter muita dificuldade para colocá-las em prática. Nesse espaço quero me ater a três promessas que foram bradadas aos quatro cantos da cidade: Batalhão exclusivo, Criação de 8 mil vagas em creche e transferência da feira sulanca.

A questão do batalhão exclusivo infelizmente não passa apenas pela vontade da peessedebista, envolve uma articulação afinada com o governo do Estado, coisa que não existe, essa demanda requer uma reposição altíssima de policiais militares e para isso é necessário concursos públicos, e não será com essas 500 vagas prometidas para concurso por Paulo Câmara, que irá contribuir para que a promessa do batalhão exclusivo seja efetivada.

Depois de todos esses, não temos nenhum encaminhamento para essa promessa, até o momento o que não pode ser considerado efetivamente a culminância da promessa foi a instalação do BIESP, essa promessa ousada será uma grande dor de cabeça para sua conclusão.

Enquanto a prefeitura não consegue nem promover um concurso para a guarda municipal, sonha com um batalhão exclusivo.

A outra questão não menos delicada é a feira sulanca, a qual tanto a prefeita, quanto o ex-governador João Lyra Neto, pai de Raquel, afirmaram em rádios e TVs que fariam a transferência da sulanca sem ônus para a maioria dos sulanqueiros, o problema consiste nesse tempo passado de governo e que também não temos nenhuma ação efetiva que venha minimamente discutir a possível transferência, e o que temos até o momento é um investimento milionário da iniciativa privada, em paliativos no atual local da grande feira.

Isso é pouco, além de ser eticamente questionável, pelo fato do investimento está sendo feito em um terreno particular.

A prefeita Raquel Lyra tem outro problemão para resolver… As 8 mil  vagas de creches que andam a lentos passos a conclusão, e que ainda partes de creches que estão sendo construídas, são creditadas ao ex-prefeito, o mesmo justifica que deixou dinheiro em caixa para tais ações.

Não se questiona aqui a necessidade dessas promessas se tornarem efetivas, se questiona a forma como a administração local está se planejando para essas obras se realizarem, 15 meses estão completando o mandato e identificamos a dificuldade que terá pela frente em realizar todas as promessas nas quais pontuo apenas três aqui neste texto.

Vamos ver essas cobranças serem mais explicitas quando começar legalmente a campanha eleitoral de 2018, na qual a prefeita terá que formar o palanque para apoiar os seus, e ao mesmo tempo com essa ausência de perspectivas para cumprir o que prometeu em 2016 dará um frutífero espaço para as críticas negativas, muita “água ainda vai rola por baixo dessa ponte” e a prefeita Raquel pode está selando a sua inviabilidade de reeleição para 2020 ou pode dar um grande passo para a reeleição, mas sem sombra de dúvidas essas duas condições postas passarão pela efetivação ou não das promessas de campanha.

*Alberes Silva é professor


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro