26 de outubro de 2016 às 08h12min - Por Mário Flávio

​Que Caruaru é uma das cidades que mais crescem em nosso estado, isso é fato. É importante ressaltar a referência que ela vem se tornando ao longo dos anos pras cidades circunvizinhas e, com o aumento de sua população fixa e flutuante, Caruaru deixou de ser apenas a Capital do Forró e está ganhando outras caras. Dentre estas “caras” que a nossa cidade vem ganhando, a tecnológica tem crescido cada vez mais, muito também, graças à instalação de novas instituições de ensino superior que trazem cursos voltados para essa área. Com isso, não podemos resumir a economia de Caruaru apenas à Feira, mas a demanda começa a expandir também pelas áreas e produções tecnológicas.

Com isso, por que não começar a pensar na implantação de um parque tecnológico em Caruaru? Um parque tecnológico é uma concentração geográfica de empresas, instituições de ensino, incubadoras de negócios, centros de pesquisa e laboratórios que criam um ambiente favorável à inovação tecnológica. À medida que passam a compartilhar do mesmo ambiente, empresas, universidades, centros de pesquisa e investidores, geram benefícios econômicos em comum e para a comunidade.

Vários parques desse tipo estão espalhados pelo mundo e em expansão no Brasil. Um ambiente desses na nossa cidade não representaria apenas a criação de empregos, mas, também, o avanço nas soluções do dia a dia através da tecnologia e a concentração de profissionais renomados e em formação em uma cidade, podendo fazer de Caruaru referência na região. E não precisamos ir muito longe para nos depararmos com um grande exemplo de Parque Tecnológico de sucesso na América Latina, que é o Porto Digital no Recife que teve um investimento inicial de R$ 33 milhões e hoje tem faturamento anual que passa R$ 1 bilhão, representando 4% do PIB de Pernambuco.

É inegável que a tecnologia avança a passos largos e as nossas ações diárias estão cada vez mais conectadas, desde as comunicações até a consulta ao fluxo do trânsito. Trazer a produção de soluções para a cidade através desta ferramenta rompe uma barreira temporal em Caruaru e, com isso, o avanço é imensurável.
Mas, o que precisa se fazer para haver um parque tecnológico em Caruaru?
O fato de se começar as discussões sobre algo desse porte em nossa cidade já se trata de um grande passo, com isso, é necessário se pensar em alguns pontos:
Onde seria instalado o parque?
Como atrair as empresas que iriam trabalhar nele?

Qual seria o perfil dessas empresas?
Como isso afetaria nossa cidade?
Em tempos de crise, um movimento deste porte demanda visão para investir em algo que vai trazer um grande impacto para o agreste; vontade política para trazer os incentivos necessários para atrair as empresas e preparar o terreno necessário para a instalação das mesmas, além da sensibilidade de que estas empresas devem proporcionar uma contrapartida social para a cidade a curto e médio prazo; acolhimento da cidade com essa nova visão de produção econômica e demanda para o que é produzido e pode ser produzido por um parque dessa magnitude.

Quando se iniciaram as discussões para a implantação de um parque tecnológico em Caruaru, questionaram do porque de se ter algo assim aqui, já que a cidade só tinha tapioca de produtivo. Com isso, surgiu o movimento “Tapioca Valley” que avança no quesito de mostrar que, além de uma saborosa iguaria, a tapioca caruaruense vai trazer tecnologia, gerar empregos e inovação para a Capital do Forró e da Tecnologia.

Este movimento é composto por jovens empreendedores locais, estudantes universitários, empresários e pessoas interessadas na pauta que debatem sobre as melhores maneiras para a implantação de um parque tecnológico em Caruaru. Existem aqueles que pensam que a juventude está parada. Permita-me a discordância e afirmar que a juventude vem debatendo sua cidade e seu país em vários âmbitos. O avanço tecnológico também é um deles.

*José Francisco Rodrigues Neto
Gerente de Juventude da Prefeitura de Caruaru


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro