4 de abril de 2017 às 10h22min - Por Mário Flávio

Marcílio

Brasil poderá passar por novas eleições? SIM. Hoje começa o julgamento da Ação de Investigação Judicial (AIJE) sob o nº 194.358, sob a relatoria do Ministro Herman Benjamin, do Tribunal Superior Eleitoral(TSE) que visa julgar a chapa Dilma/Temer. Até parece que já não temos problema, mas há uma real possibilidade de um novo presidente para o país, a insegurança jurídica prevalecerá novamente na economia e em todos os investimentos internos e externos do Brasil.

Interessante de tudo isso é que o autor, honestamente, queria – agora – que o réu fosse absolvido. Você deve está se perguntando: Por quê? Quando da decisão de ingressar com a ação, o PSDB queria tirar Dilma Roussef do poder, pois, há indícios de 112 milhões utilizados de forma irregular na campanha, favoreceu a candidata do Partido dos Trabalhadores, conforme afirmam os procuradores, após delações dos executivos de grandes empresas.

Voltando ao PSDB, hoje o partido faz parte do governo e acredito que não mais lhe interessa a ação, inclusive, deverá concordar com a saída do vice do processo, o que não pode mais ocorrer, embora isso seja a última cartada da defesa do vice, agora titular, Michel Temer.

Imaginemos o Ministro da Justiça, das Relações Exteriores e das Cidades, todos tucanos, despachando com o chefe e, seu partido querendo tirá-lo do pomposo palácio; Incongruência ou tiro no pé? Mas quem imaginaria que quando o processo fosse julgado, Dilma já estaria fora da presidência?!

As provas são irrefutáveis, o TSE irá pela vertente da insegurança jurídica e manterá o presidente ou aplicará a norma e convocará novas eleições indiretas? Não esquecendo, nós não elegeremos ninguém, o congresso decidirá o novo presidente. Diante de todos os caos brasileiros, agora, mais esse. A política a desserviço da população.

Amanhã, no café com o presidente, os ministros do PSDB darão o bom dia dizendo: “Bom dia presidente, desculpe-nos, não imaginamos que o senhor seria nosso chefe, nosso foco era ela”. Responde o presidente: “Não se preocupem, se sair, vamos juntos”

Os tucanos e o maior tiro no pé da república.

*Marcílio Cumaru e advogado


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro