31 de maio de 2018 às 21h53min - Por Mário Flávio

As ideias velhas vivem no Brasil! Há outra máxima de que nas crises surgem as grandes alternativas e rupturas necessárias ao desenvolvimento. Seja em uma visão de ciclos de criação, ou de alerta de oportunidade, que emergem o desenvolvimento e o protagonismo solucionador.

Não no Brasil! Cada crise – as políticas são as mais frequentes – que surgem, duas ou mais alternativas retrógradas são postas como solução. E nesse sentido há uma tendência, quase que patológica, entre os brasileiros de demandar a carta coringa, intervenção política sobre as liberdades individuais.

Na nossa recente crise – dos combustíveis – surgiram novamente as bandeiras da intervenção militar, e/ou, da intervenção econômica. A história recente evidencia que quando as duas ideias se unem o desastre é garantido.

Vejamos uma rápida retrospectiva da nossa crise. O Brasil optou por ter monopólio estatal do petróleo e controlou por décadas o controle político sobre os preços dos combustíveis; Optou-se, também, pela regulação e controle da cadeia produtiva e comercial dos combustíveis; Foi uma decisão governamental que sacrificou a infra-estrutura ferroviária; Nas últimas décadas a política estatal de incentivo ao setor de transportes, artificialmente aumentou a oferta e desequilibrou o setor de transporte rodoviário, como também, o hidroviário; Devido aos desequilíbrios fiscais a estrutura estatal necessita carregar as atividades econômicas de impostos;

Boa parte desta breve história ocorreu em período militar ou de governos que se fundamentam nas teses de políticas estatais.

Contudo, sobrevivem as propostas e a imaginação de que as soluções são via políticas públicas: controle de preços, subsídios, governo de exceção. É a política como esperança, como lembra o filósofo, Francisco Razzo.

Se convivemos com um pouco democracia e livre mercado é por puro acaso e força do destino. Pois o senso comum entre os brasileiros é um misto de paternalismo econômico com sadomasoquismo militar.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro