1 de julho de 2015 às 10h35min - Por Mário Flávio

Sem dúvida, a internet chegou pra facilitar as nossas vidas. Ela nos possibilita através das suas ferramentas e nos leva a conhecer novos horizontes. Bastam alguns toques no teclado do computador, tablete, smartphones e estamos conectados ao mundo virtual. É um universo de conhecimento infinito. Na década de 1990, a universalização do acesso à tecnologia no Brasil ganhou força. A febre de possuir e conhecer de perto o computador ganhou, de forma rápida, milhares de usuários.

Aos poucos, as máquinas foram se modificando e chegando aos tempos de hoje, com uma tecnologia incrível. Máquinas cada vez mais potentes, bonitas em seu designer, eficientes e modernas. A tecnologia é importante para o conhecimento, isso sem duvida é real. A possibilidade de entrar em um site, visitar sua página, baixar músicas, fotos, filmes, artigos científicos, é algo assim grandioso para o conhecimento humano.

Mas tudo isso tem um preço! Tudo isso para o mundo “moderno” precisa de regras e normas. Porém, essas regras sobre a ausência do cumprimento de leis específicas; sobre o uso desse equipamento e suas redes, vem levando a conhecer o outro lado da mesma moeda. Algo que sai do controle. É preciso agir imediatamente para salvar o que ainda nos resta. Não o controle do mando, da relação de poder. Precisamos de norteadores éticos, da liberdade responsável.

É muita porcaria sendo postada, é muita gente se expondo, invasão de privacidade virtual, são muitas fofocas, que só existem porque tem seus seguidores, são fraudes de documentos e fotos, sem falar em postagens e comentários de puro racismo, preconceitos e discriminação com os negros, pobres, nordestinos, soros positivos, gays, lésbicas, prostitutas, enfim… São muitos erros que nos levam a fazer reflexões.

O nosso eterno cantor Baiano Raul Seixas, em sua música, As Aventuras de Raul Seixas Na Cidade de Thor de 1972 já dizia: “A civilização se tornou tão complicada, que ficou tão frágil como um computador, que se uma criança descobrir o calcanhar de Aquiles, com um só palito pára o motor”. A facilidade de enganar as pessoas é grande, são promessas vazias, pornográficas, e invasivas. A pirataria na rede é factual. As pessoas precisam abrir os olhos e enxergar esse mundo sombrio que assola os nossos usuários.

Agora eu lhe pergunto: quantos amigos virtuais você tem no facebook, twitter e que você de fato conhece? E agora com a febre do WhatsApp e suas formações de grupos, ai sim que a bagaceira aumentou. Mas existem muitas pessoas que sabem usar essas ferramentas de forma ética e objetiva, o que significa que tem práticas saudáveis e que evidencia a possibilidade e ao mesmo tempo o complexo movimento deste tema.

É preciso olhar mais para nossas crianças, que cada vez mais se tornam usuários dessa ferramentas de comunicação e podem ser induzidas a banalidade de práticas sem respeito ao outro. O famoso magnata norte-americano, Bill Gates, dono na MICROSOFT já dizia: “Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os filhos serão incapazes de escrever inclusive a sua própria história”.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro