22 de maio de 2018 às 22h21min - Por Mário Flávio

Em outro momento, neste blog, abordei as dificuldades que a prefeita Raquel Lyra terá para concretizar todas as promessas de campanha. O mandato completará, ao final deste mês, 17 meses, e por sua falta de eficiência, polêmicas com os alugueis dos prédios para secretarias, falta de diálogo efetivo com os representantes da educação, inércia em apresentar projetos estruturais para a cidade, insegurança que ainda está viva entre nós e tantas outras coisas.

Chego à conclusão que a herdeira política dos Lyra tem inviabilizado a reeleição de forma tão precoce. Mas nada melhor do que um dia após outro.

E quando falamos em política, um dia ou apenas um gesto, pode mudar muita coisa, e o governo Raquel ganhou um fôlego considerável a partir do momento que tivemos a “oficialização” de uma aliança política estabelecida por Tony Gel e Zé Queiroz, fato este que movimentou as redes sociais e os debates entre os populares aqui na cidade.

Conversando com algumas pessoas, o sentimento que existe a partir confirmação dessa aliança histórica é um misto de revolta, traição e, para alguns, oportunismo puro, não posso afirmar quem está certo, mas posso, politicamente falando, fazer a reflexão de que se Raquel estava jogando fora todo o capital político, entendemos que com essa junção, quem mais saiu ganhando foi a prefeita.

Aqui em Caruaru ainda temos um eleitorado conservador, que assimila bem uma ligação como essa entre os Rodrigues e os Queiroz. É evidente que essa aliança visa principalmente 2020, já que o deputado Tony Gel deve fazer dobradinha com o Raul Henry.

Essa luz no fim do túnel passa também pela eleição majoritária do Estado. É de valiosíssima importância a vitória de Armando Monteiro, e caso essa vitória se concretize, podemos afirmar de forma muito precisa que o governo municipal de Caruaru terá virado uma página e poderá fazer nos últimos dois anos de mandato, muito daquilo que foi prometido. A confirmação que o Armando Monteiro deseja um vice do PSDB reforça ainda mais a ligação com os Lyra e até uma confirmação de ex-governador e pai da prefeita, João Lyra Neto, como vice na chapa de Armando.

As cartas estão na mesa: Tony Gel e Zé Queiroz deram a primeira cartada, entendo que de forma equivocada. Raquel tem a oportunidade de reestruturar o governo, muito mais pelo erro da oposição Rodrigues/Queiroz do que propriamente suas ações como prefeita, e não tenho dúvidas que foi dado o ponta pé inicial para uma forte campanha regional da Psdebista em prol do candidato do  PTB.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro