19 de abril de 2018 às 18h19min - Por Mário Flávio

Nunca é demais repetir que voto é fidúcia e fidúcia significa confiança.

A pleno pulmão eu já disse em campanha eleitoral: “Se não confiar não precisa votar”.

O eleitor não aquilata o poder que deterá nos dias 07 e 28 de outubro do ano em curso.

Poderia ser comparado a um poderoso elefante que pesa e dá trombada no que lhe vier pela frente.

Mas, infelizmente, queda-se inerte rente “às verdades políticas”, noutras palavras, “mentiras eleitorais” que de forma mais sofisticada se repetem a cada pleito.

Não bastasse o poder econômico do candidato para lhe fazer diferente daqueles que tentam o voto pela persuasão, a difusão de suas “verdades políticas” chegam aos ouvidos mais longínquos.

A priori, pobre não vota em pobre!

O eleitor comum adora ter um mandatário de luxo!

Na campanha eleitoral os candidatos se fazem de humildes e comparecem em casas que a elas só voltarão quatro anos depois… Cobrando mais quatro anos, porque os primeiros quatro foram muito curtos e passaram rápido e não deu tempo cumprir o prometido. E neste caso, os senadores, é mais grave, precisam de 16 anos e não só dos 08 anos do mandato inicial.

A idolatria é tamanha que até ex-operário que se torna milionário, através da “política profissional”, sem conseguir explicar a evolução patrimonial e mesmo após condenado, ainda é “desculpado” por parte de seu eleitorado que também sofreu as consequências dos seus crimes de “lesa pátria”.

Feliz o eleitor que tem um bom candidato e igualmente feliz deveria ser o candidato que tem um bom eleitorado. Todavia, nem sempre esse casamento dá certo, pois um tem o “dinheiro” e o outro tem o voto que se transmuda em “mercadoria”.

Por mais que se propale que voto não tem preço, tem consequência… O eleitor insiste em votar contra si mesmo, desde que aufira alguma vantagem antes de chegar à urna.

O eleitor se rende inicialmente ao líder da comunidade, depois ao próprio candidato a cargo eletivo… Depois se decepciona com todo sistema.

Quiçá este 2018 seja um ano exótico em relação aos de outras eleições pretéritas.

Que o eleitor não reeleja políticos para os mesmos cargos!

Que a opção não seja pelo candidato mais rico e sim pelo mais capaz.

Que os corruptos sejam ceifados e entregues à justiça.

Que o País reencontre, enfim, sua rota de verdadeira Ordem e Progresso!

*Severino Melo – smelo2006@gmail.com / fone-zap 999727818 – para quem mandato não é emprego e política não é profissão.  


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro